O ator de cinema e Piloto de Nascar Paul Newman, "emprestou" seu nome ao modelo Rolex Daytona. Foto: Montagem/Reprodução
O universo da alta relojoaria é cercado de fascínio e mistério. Peças que superam facilmente o valor de um imóvel de luxo são comuns em leilões e vitrines exclusivas. Entretanto, o preço estratosférico desses relógios não se deve apenas ao ouro ou aos diamantes. Na verdade, ele é o resultado de uma combinação de engenharia, história e trabalho artesanal meticuloso.
A seguir, exploramos cinco curiosidades que justificam o status e o custo exorbitante dos relógios mais caros do mundo.
A complexidade das grandes complicações
Primeiramente, o valor de um relógio é drasticamente elevado pela presença de "grandes complicações", que são funções mecânicas além da simples indicação de horas, minutos e segundos. Por exemplo, complicações como o tourbillon (criado para combater o efeito da gravidade na precisão), o calendário perpétuo (que se ajusta automaticamente a meses com 30, 31 e 28/29 dias) ou o repetidor de minutos (que toca as horas e minutos audivelmente) exigem centenas de peças minúsculas. Conforme especialistas do setor (Revista WatchTime), a montagem de um repetidor de minutos pode levar mais de 400 horas de trabalho manual. Logo, a complexidade mecânica é um fator de custo primário.
Materiais raros e tecnologia espacial
Além disso, muitos relógios caros utilizam materiais que vão muito além do ouro ou platina. Marcas como Richard Mille e Audemars Piguet frequentemente empregam materiais desenvolvidos para indústrias de alta tecnologia. Isto inclui, por exemplo, o uso de cerâmica de zircônio, fibras de carbono TPT (usadas na Fórmula 1) e até titânio de grau aeroespacial. Em alguns casos, conforme fontes da Hodinkee, são utilizados metais de meteoritos ou ligas patenteadas com resistência extrema, o que eleva o custo de produção e a exclusividade da peça.
O selo de Genebra e a tradição suíça
Neste sentido, a origem e a certificação são cruciais para o preço. O Poinçon de Genève (Selo de Genebra) é uma das marcas de qualidade mais rigorosas da alta relojoaria. Para receber este selo, um relógio não apenas deve ser montado no Cantão de Genebra, mas também precisa ter seu movimento aprovado após a inspeção de cerca de 12 critérios técnicos e estéticos que garantem a performance e o acabamento impecável. Portanto, o selo serve como uma garantia histórica e de qualidade, o que, inevitavelmente, encarece o produto.
O valor do vintage e a proveniência histórica
Outrossim, o valor de um relógio de luxo pode estar atrelado à sua história e proveniência. Relógios vintage em condições excepcionais e que pertenceram a figuras notáveis alcançam valores astronômicos em leilões. O relógio Rolex Daytona "Paul Newman", por exemplo, que pertenceu ao ator Paul Newman, foi vendido por mais de US$ 17 milhões em 2017. A proveniência e a raridade de um modelo específico, como um lote produzido em baixíssima escala, atuam como um forte multiplicador de preço, conforme atestam casas de leilão como a Phillips.
Acabamento artesanal e microscópico
Por fim, a beleza e o preço final estão nas minúcias invisíveis ao olho destreinado. Técnicas de acabamento como o chanfrado espelhado (polimento dos ângulos do movimento), o Côtes de Genève (listras na superfície do metal) ou o perlage (círculos concêntricos) são executadas à mão, muitas vezes sob microscópio. Isto significa que o movimento, mesmo estando escondido atrás da caixa, é tratado como uma obra de arte. Dessa forma, o relógio é valorizado não só por sua precisão, mas também pela arte e pelas horas de dedicação artesanal que definem sua exclusividade.
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