Cães sentem a morte se aproximar? Estudo revela como eles reagem nos momentos finais de vida Foto: Reprodução / Internet
Falar sobre a morte de um animal de estimação é sempre delicado, mas compreender o que um cão pode sentir em seus momentos finais pode ajudar tutores a oferecer mais conforto e acolhimento nesse período difícil.
Embora a ciência ainda não tenha respostas definitivas sobre a percepção da morte pelos cães, estudos sobre comportamento e emoções já oferecem algumas pistas valiosas.
De acordo com uma pesquisa publicada na prestigiada revista Nature, cães próximos da morte podem apresentar alterações comportamentais e emocionais significativas.
Entre as mudanças mais comuns estão apatia, medo, busca por proximidade e modificações nos hábitos de sono, alimentação e brincadeiras. Esses sinais, geralmente notados pelos próprios tutores, são interpretados como reflexo de desconforto físico ou emocional.
Apesar dessas evidências, os pesquisadores ressaltam que não há comprovação de que os cães compreendam a morte da mesma forma que os humanos. No entanto, o ambiente ao redor, especialmente o estado emocional dos tutores, pode influenciar intensamente o comportamento dos animais.
Isso porque os cães são extremamente sensíveis ao clima emocional em que estão inseridos, um tutor angustiado ou triste pode causar reações emocionais no pet, amplificando seus próprios sentimentos de ansiedade ou medo.
Outro ponto importante revelado pelo estudo diz respeito à qualidade dos vínculos afetivos que os cães mantêm. Mais do que o tempo de convivência, é a intensidade da relação com humanos ou outros animais que parece influenciar como o cão reage em momentos de estresse ou perda.
Cães com laços fortes tendem a demonstrar maior sofrimento, revelando como a conexão emocional entre tutor e animal pode impactar profundamente o bem-estar do pet.
A percepção dos tutores também desempenha um papel importante nessa equação. Muitas das informações sobre os sentimentos dos cães na fase final da vida vêm de relatos de donos atentos a mudanças sutis: um olhar mais triste, o medo repentino, o afastamento ou, ao contrário, a busca insistente por companhia. Esses comportamentos são interpretados como sinais de medo, desconforto ou confusão.
Nesse contexto, o papel do tutor é mais essencial do que nunca. A presença física e emocional pode trazer conforto, segurança e carinho, ainda que os cães não compreendam o conceito de morte.
Estar ao lado do animal, respeitar seus limites e oferecer um ambiente tranquilo são atitudes que, segundo os especialistas, fazem toda a diferença nos últimos momentos.
Falar sobre a finitude nunca é fácil, mas entender que o amor e o vínculo permanecem até o fim, e que são sentidos e retribuídos de forma genuína pelos cães, pode ajudar tutores a atravessarem esse momento com mais empatia, compaixão e paz.
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