Televisor sem sinal analógico. Imagem de Reagan Freeman na Unsplash
O Brasil concluiu o desligamento total do sinal analógico de televisão aberta em 30 de dezembro de 2025, encerrando um processo de migração que durou quase duas décadas. Esse marco põe fim a 75 anos de transmissões tradicionais baseadas em ondas contínuas, suscetíveis a interferências e com qualidade limitada de imagem e som. A transição para o sinal digital garante imagens nítidas, áudio claro e maior eficiência no espectro radioelétrico.
No Rio Grande do Sul, as últimas 74 cidades tiveram o sinal analógico desligado nessa data, após prorrogação concedida pelo Ministério das Comunicações devido a eventos climáticos adversos em 2024. A portaria específica estendeu o prazo para essas localidades, enquanto o restante do país seguiu cronogramas anteriores, como o de junho de 2025 para outras regiões. O governo federal planejou a mudança considerando aspectos técnicos, econômicos e sociais para evitar prejuízos à população.
O sinal analógico, usado desde os anos 1950, transmitia por ondas contínuas, resultando em imagens borradas e ruídos frequentes, especialmente em áreas distantes das torres. Já o sinal digital codifica informações em bits, oferecendo estabilidade, múltiplos canais em multiplex e compatibilidade com TVs modernas. Famílias com aparelhos antigos precisaram de conversores ou antenas digitais para continuar assistindo à TV aberta gratuita.
A migração começou nos anos 2000, com testes em São Paulo em 2007, e avançou em etapas por regiões. Em 2025, o foco foi nas localidades remanescentes, homologadas pela Secretaria de Radiodifusão e Anatel. Essa modernização libera espectro para serviços como internet móvel 5G, beneficiando conectividade em todo o território nacional.
Com o fim do analógico, o caminho fica pavimentado para a TV 3.0, instituída pelo Decreto nº 12.595/2025, assinado pelo presidente Lula em agosto de 2025. Essa tecnologia une TV aberta gratuita à internet, prometendo resoluções 4K/8K, som cinematográfico, interatividade e acessibilidade avançada. O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, destacou a gratuidade mantida e o papel democrático da TV.
A TV 3.0 permitirá acesso a serviços públicos via gov.br diretamente na TV, ampliando inclusão digital em 75 milhões de lares conectados. Investimentos de R$ 7,5 milhões viabilizam novos radiodifusores, fomentando pluralismo e produção nacional de conteúdo. O sistema começa a funcionar em 2026, posicionando o Brasil na vanguarda global da radiodifusão.
Para o cidadão comum, a mudança significa melhor qualidade sem custos extras. Em Dourados, Mato Grosso do Sul, região já digitalizada, o impacto é na evolução futura com a TV 3.0. Especialistas preveem maior engajamento, com apps integrados e personalização, mantendo a TV como meio de massa acessível.
O desligamento reforça a soberania tecnológica brasileira, alinhando o país a padrões internacionais. Apesar do avanço do streaming, a TV aberta segue soberana em lares sem banda larga de alta velocidade, alcançando áreas rurais. O governo Lula impulsiona essa evolução, garantindo gratuidade e inclusão.
Essa transição histórica não só moderniza a infraestrutura, mas prepara o terreno para inovações que democratizam o acesso à informação de qualidade. Milhões de brasileiros agora desfrutam de uma televisão mais eficiente e preparada para o futuro digital.
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