O asteroide Psyche 16 Crédito: Divulgação/NASA/JPL-Caltech / ASU
Entre as órbitas de Marte e Júpiter, um objeto celeste tem desafiado as percepções de valor e escassez da humanidade. Em primeiro lugar, o asteroide 16 Psyche não é feito de rocha ou gelo como a maioria dos corpos celestes, mas sim de metal exposto, possivelmente o núcleo de um planeta antigo que nunca se formou. De fato, estimativas de astrofísicos sugerem que a quantidade de ouro, ferro e níquel presente nele seria suficiente para tornar cada habitante da Terra um bilionário.
Diferente de outros asteroides que possuem apenas traços de metais, o Psyche 16 é quase inteiramente composto por minerais valiosos. Além disso, a Dra. Lindy Elkins-Tanton, investigadora principal da missão na Nasa, explica que este objeto oferece uma oportunidade única de estudar o interior de planetas rochosos como a Terra. Nesse sentido, conforme informações do portal G1, o valor estimado dos metais no asteroide chega a 10 quintilhões de dólares, uma cifra que supera em muitas vezes o Produto Interno Bruto (PIB) global.
Embora o valor financeiro seja astronômico, a tecnologia atual ainda enfrenta barreiras para transformar essa riqueza em realidade. Dessa forma, o engenheiro aeroespacial Nelson de Oliveira, especialista em sistemas de propulsão, destaca que o custo de transporte e extração no espaço profundo ainda inviabiliza o lucro imediato. Segundo Oliveira, em análise divulgada pelo portal UOL, o foco atual da missão iniciada recentemente é puramente científico, visando entender a formação do sistema solar e a origem dos núcleos planetários.
Se um dia a humanidade conseguir trazer esses metais para o nosso planeta, a economia mundial sofreria um choque sem precedentes. Contudo, especialistas em mercado de commodities alertam que a entrada de tamanha oferta faria o preço do ouro e do níquel desabar instantaneamente. De acordo com o economista Paulo Gala, a valorização desses ativos depende da escassez; portanto, uma abundância espacial tornaria os metais comuns, mudando a lógica do sistema financeiro internacional. Conforme a revista Galileu, essa perspectiva já impulsiona o surgimento de startups focadas em legislação espacial.
A sonda enviada para interceptar o asteroide deve enviar dados cruciais que confirmarão se a superfície é realmente metálica ou se há presença de silicatos. Portanto, os próximos passos da exploração espacial dependem do que os sensores de infravermelho e raios gama encontrarem no solo do Psyche. De acordo com o portal Terra, a comunidade científica aguarda com ansiedade os mapas magnéticos do asteroide, que podem revelar se ele já possuiu um campo magnético próprio, funcionando como um pequeno mundo metálico flutuando no vazio.
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