Anvisa manda aviso urgente para quem toma Tadalafila. Imagem de Freepik
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta urgente sobre o aumento do consumo recreativo de medicamentos para disfunção erétil, com destaque para a tadalafila. O fenômeno é observado principalmente entre jovens que usam o remédio sem diagnóstico clínico e sem orientação médica, muitas vezes influenciados pela pornografia e pela busca por maior desempenho sexual.
O uso indiscriminado de tadalafila pode levar a efeitos adversos graves, incluindo dor de cabeça, vermelhidão no rosto, queda da pressão arterial e palpitações. Mais preocupante, o esforço físico durante a relação sexual, combinado ao efeito vasodilatador do medicamento, pode precipitar eventos cardíacos importantes como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), mesmo em pessoas jovens e aparentemente saudáveis.
Especialistas alertam para o desenvolvimento da disfunção erétil psicogênica, um quadro que se manifesta pela crença de que a pessoa não consegue ter relações sexuais sem o uso do medicamento. Essa dependência psicológica cresce principalmente entre usuários recreativos, comprometendo a saúde mental e a qualidade de vida sexual.
A Anvisa destaca que o problema inclui não só os medicamentos adquiridos em farmácias, mas também versões vendidas no mercado paralelo, como suplementos, gomas ou remédios manipulados de forma irregular. Essas versões muitas vezes não têm garantia de composição, podendo conter substâncias tóxicas ou dosagens erradas, aumentando ainda mais os riscos de complicações.
O órgão reforça que a tadalafila, assim como outros inibidores da PDE5, deve ser utilizada somente sob prescrição médica e após avaliação clínica adequada. A automedicação e o uso recreativo não só são ineficazes para aumento de prazer como podem representar perigo real à saúde.
O alerta da Anvisa aponta para um problema crescente de saúde pública, já que o uso inadequado de medicamentos pode sobrecarregar os sistemas de saúde com casos de complicações evitáveis. A conscientização sobre os riscos e o estímulo à consulta médica são fundamentais para reduzir esses impactos.
Profissionais da saúde defendem o fortalecimento da educação sexual e o combate às expectativas irreais criadas por mídias e pornografia, que incentivam o uso indevido da tadalafila. Informar a população sobre o funcionamento do medicamento e os riscos associados é essencial para prevenir o uso indevido.
O uso da tadalafila pode ser especialmente perigoso para indivíduos com doenças cardiovasculares, hipertensão descontrolada, histórico de AVC ou infarto, e para quem faz uso de medicamentos que interagem negativamente com o fármaco. Nessas situações, o acompanhamento médico é ainda mais crucial.
Pessoas que utilizam tadalafila devem seguir rigorosamente as orientações do médico e informar qualquer efeito adverso imediatamente. Nunca é recomendada a combinação com outras substâncias sem avaliação profissional.
A Anvisa segue monitorando o cenário e promovendo campanhas educativas, ao mesmo tempo em que reforça a fiscalização para coibir a venda ilegal de medicamentos. O uso consciente, aliado à prescrição médica, é o único caminho seguro para quem precisa da tadalafila.
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