Alcymar Monteiro, conhecido carinhosamente como o "Rei do Forró", Foto: Divulgação
Alcymar Monteiro, conhecido carinhosamente como o “Rei do Forró”, construiu uma imagem tão marcante quanto suas músicas — o traje branco, que inclui chapéu e looks completos, virou sua marca registrada. Em entrevista durante o São Pedro de Ibirapitanga, ele revelou a motivação por trás da escolha:
“Veio do meu compadre Luiz Gonzaga. Ele me disse que, se eu tenho uma voz muito diferente, algo que me distingue, também precisava criar um tipo físico que fosse a minha identificação. Esse chapéu que meu pai, Arthur Monteiro, já usava, e o branco… O branco é bom para a luz, é bom para a espiritualidade”, explicou o cantor.
Alcymar complementou:
“Se estiverem mil pessoas de preto e uma de branco, quem aparece é a de branco. Para mim, essa cor é a minha identificação visual.”
Nascido em Ingazeiras, distrito de Aurora (CE), e criado em Juazeiro do Norte, Alcymar cresceu imerso na cultura nordestina. Com influência familiar — neto de violeiros, sobrinho de sanfoneiros — iniciou a carreira muito cedo em festivais regionais. Após estudar música, desembarcou em Recife e gravou seu primeiro álbum, Forroteria (1986), com parcerias de peso como Luiz Gonzaga e Marinês
A estratégia visual de Alcymar foi pensada por Luiz Gonzaga: “Tua voz é o teu brasão. Mas você precisa criar um tipo representativo”, comentou o mestre do baião, aconselhando o uso do branco. O próprio Alcymar destacou que “o branco é a mistura de todas as cores do universo” e que traz luz, paz e espiritualidade — parte de sua crença kardecista. Essa escolha também remete à relevância pessoal: herança de seu pai Arthur, e ligação com a ancestralidade familiar.
Além do figurino, Alcymar tornou-se um importante defensor do forró tradicional, contrapondo-se ao forró eletrônico. Ele se consolida como guardião cultural do gênero, mantendo o forró pé de serra vivo por meio de suas músicas e festivais, como o “Tradição e Tradução”, gravado no Marco Zero do Recife.
Seu uso do branco reforça essa identidade: coerência plástica e mensagem clara. Ele representa não só as tradições nordestinas, mas também a espiritualidade e ancestralidade que carregam as origens do forró.
A roupa branca de Alcymar Monteiro vai muito além de estilo: é símbolo de identidade visual, espiritualidade e cultura nordestina. O conselho de Luiz Gonzaga somou formação visual à voz marcante, criando uma presença única no palco e na memória do público. Essa cor reflete sua essência — legítimo e fiel guardião do forró verdadeiro e eterno.
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