Fechadura inteligente. Foto: Freepik
Nos condomínios residenciais, a rotina de perder chaves ou se preocupar com cópias não autorizadas está começando a dar lugar a sistemas mais modernos. A adoção de fechaduras inteligentes vem se espalhando especialmente em edifícios que buscam maior comodidade e segurança. Elas permitem que moradores abram a porta por meio de app, código ou cartão, sem precisar carregar uma chave tradicional.
Uma das vantagens mais evidentes desse tipo de tecnologia é a entrada sem chave física. Moradores deixam de depender da chave metálica e passam a usar um código, smartphone ou até cartão para entrar em casa. Além disso, as fechaduras inteligentes oferecem acesso remoto, o que significa que você pode liberar a entrada de um visitante ou entregador mesmo quando está fora do condomínio.
Para a gestão do condomínio ou do prédio, as mudanças também são significativas. Quando agora uma pessoa muda de unidade ou sai do prédio, não é mais necessário trocar fisicamente a fechadura ou refazer cópias de chaves, basta revogar ou alterar um código digital. Um estudo observou que em edifícios multifamiliares essa mudança reduz substancialmente custos com manutenção e re-chaveamento. Além disso, sistemas desse tipo permitem gerar logs (relatórios) de quem entrou ou saiu, e em que horário, algo que não existe com chaves tradicionais.
Do ponto de vista do morador, o benefício vai além da comodidade. Essas fechaduras aumentam a sensação de segurança por eliminarem o risco de chave perdida ou cópia feita por terceiros. Também há a possibilidade de conceder acessos temporários por exemplo, para o trabalhador de serviço, zelador ou entregador que expiram automaticamente ou têm horário limitado. Em um condomínio, isso significa que o morador ou a administração não precisa esperar alguém estar em casa para liberar o acesso.
Além, essas tecnologias já estão sendo integradas com outras soluções de automação ou segurança. Em alguns casos, a porta se tranca automaticamente se você esquece de fazê-lo, ou envia alertas ao celular se uma tentativa de abertura suspeita acontece.
Para edifícios com regras internas ou associações de moradores (como a chamada “HOA” em países anglo-saxônicos), existem fechaduras inteligentes que atendem a essas exigências, mantendo o visual discreto que não conflita com a aparência do condomínio.
Em termos de adoção, já existem casos de prédios que instalaram em massa fechaduras inteligentes. Por exemplo, uma empresa no Japão reportou mais de 300 mil unidades residenciais com esse tipo de sistema instalado, o que demonstra que a tendência não é nem de nicho, mas sim de escala.
No Brasil, embora o processo possa enfrentar adaptações como exigências de logística, instalação ou compatibilidade com infraestrutura existente , o caminho parece estar aberto. Moradores veem com bons olhos a redução de inconvenientes como esperar no elevador às 23h por um chaveiro ou ter que voltar para casa por esquecimento da chave e gestores enxergam economia e eficiência operacional.
Porém, vale lembrar: a transição exige planejamento. A administração do condomínio terá que definir regras claras sobre acesso digital, autenticação, manutenção do sistema, backups de energia (caso falhe) e apoio técnico. A substituição de chaves físicas por sistemas digitais também levanta questões sobre quem gerencia os acessos, quem arca com os custos e como se dá o suporte quando o sistema apresentar falhas.
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