O uso da cor Roxa na quaresma. Foto: Vaticano/Divulgação
A contagem do tempo na Quaresma é a primeira grande curiosidade que confunde muitos fiéis e estudiosos. Embora o nome sugira quarenta dias, o intervalo entre a Quarta-feira de Cinzas e o Domingo de Páscoa soma, na verdade, quarenta e seis dias, a trajetória desse cálculo exclui os seis domingos do período. Isso ocorre porque, na tradição cristã, o domingo é sempre considerado um dia de festa e celebração pela ressurreição, não sendo compatível com o caráter de penitência e jejum da Quaresma. Portanto, a trajetória espiritual do período é composta apenas pelos dias úteis e sábados.
O início do período é marcado pela imposição das cinzas, que carrega uma trajetória de reciclagem simbólica. Segundo o portal UOL, as cinzas utilizadas nas celebrações são provenientes da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Esse ciclo reforça a ideia de transitoriedade. Conforme indica o portal Ne10, A COR ROXA que domina os altares e as vestes litúrgicas, também possui uma trajetória histórica de significado profundo: na antiguidade, o pigmento roxo era o mais caro e difícil de obter, sendo reservado para a realeza. Na Quaresma, ele é usado para simbolizar a soberania de Cristo e o espírito de recolhimento.
A trajetória do consumo durante a Quaresma gera um impacto direto nos mercados, especialmente em Pernambuco. De acordo com o Jornal do Commercio, a tradição de não comer carne vermelha nas quartas e sextas-feiras impulsiona a venda de pescados e frutos do mar em todo o estado. Conforme aponta a Folha de Pernambuco, pratos típicos como o feijão coco e a bacalhoada tornam-se protagonistas nas mesas recifenses, preservando uma tradição culinária que passa de geração em geração. Segundo o Diário de Pernambuco, o Mercado de São José e o Mercado da Encruzilhada registram picos de movimento que chegam a dobrar o faturamento de peixarias neste período do ano.
Durante a trajetória da Semana Santa, que encerra a Quaresma, curiosidades litúrgicas chamam a atenção. De acordo com a CNN Brasil, em muitas comunidades tradicionais, os sinos das igrejas "emudecem" entre a Quinta-feira Santa e a Vigília Pascal, sendo substituídos pelas matracas, que possuem um som seco e fúnebre. Outra curiosidade é a omissão da palavra "Aleluia" em todos os cantos e orações da Igreja durante os quarenta dias. Conforme explica a revista Exame, esse silêncio verbal e musical serve para criar um contraste dramático com a explosão de alegria da Páscoa, marcando a trajetória de renovação que o período propõe.
2
3
4
22:12, 19 Fev
28
°c
Fonte: OpenWeather
Sorteio em São Paulo não tem ganhador com sete acertos e eleva estimativa para R$ 7,5 milhões.
Concurso 6956, sorteado em 19/02, não teve ganhador nos cinco acertos e premiou mais de 85 mil apostas.
Concurso de 19/02 sai para apostas do ES, GO e SP e arrecada R$ 20,8 milhões.
mais notícias
+