Fogo atingiu prédio com laboratórios no Recife e comprometeu materiais reunidos ao longo de duas décadas; ninguém ficou ferido.
08 de outubro de 2026 às 09:38 - Atualizado às 09:52
Incêndio tomou o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) da UFPE. Foto: Reprodução
Equipamentos, amostras e materiais de pesquisas científicas foram atingidos pelo incêndio que tomou o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na noite desta quarta-feira, 7 de outubro. O reitor Alfredo Gomes estima o prejuízo em cerca de R$ 100 milhões.
O edifício fica no campus Recife, na Cidade Universitária, Zona Oeste da capital, e abrigava laboratórios ligados à produção de fármacos, informática e genética. Foi o terceiro incêndio registrado na universidade em aproximadamente uma semana. Não houve feridos.
O impacto vai além do valor dos equipamentos. Em entrevista à TV Globo, o reitor afirmou que o local reunia aproximadamente cem tipos de pesquisas e amostras acumuladas ao longo de duas décadas.
Os trabalhos envolviam professores, estudantes de iniciação científica, mestrandos e doutorandos. O prédio também abrigava o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica.
“É uma perda irreparável para a Universidade Federal de Pernambuco e para as pesquisas ali desenvolvidas”, declarou Alfredo Gomes.
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Entre as áreas de estudo desenvolvidas no espaço estavam câncer, obesidade, Covid-19, TDAH e autismo. O incêndio atingiu materiais vinculados a diferentes etapas da formação acadêmica, incluindo pesquisas de pós-doutorado.
A estimativa financeira apresentada pelo reitor considera equipamentos de laboratório, grandes freezers e estruturas de informática. O levantamento detalhado dos danos ainda depende da avaliação do imóvel e dos materiais atingidos.
O trabalho dos bombeiros foi concluído às 5h desta quinta-feira (8). Segundo o major Melquezedek Calado, o fogo atingiu todo o pavimento superior e uma sala do andar inferior.
A equipe conseguiu preservar alguns laboratórios no térreo e impedir que as chamas alcançassem os imóveis vizinhos. A UFPE informou que os tipos de produtos armazenados contribuíram para a rápida propagação do incêndio.
A causa inicial ainda não foi identificada. A universidade acionou a Polícia Federal para apurar o caso e buscou apoio dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Em 30 de setembro, um laboratório do Departamento de Física foi atingido pelo fogo. Na ocasião, a suspeita inicial apontava para um forno mufla, utilizado no aquecimento de substâncias.
No domingo (4), outra ocorrência atingiu o Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Também não houve feridos nesses dois episódios. A sequência de registros não esclarece, por si só, a origem do incêndio desta quarta-feira.
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