Levantamento mostra diferenças entre os mercados residenciais e coloca a capital pernambucana acima do resultado nacional.
02 de outubro de 2026 às 17:23 - Atualizado às 17:44
Recife tem o quarto aluguel mais caro do Brasil e lidera alta na região Nordeste, diz índice FipeZap. Foto: Reprodução
Os imóveis residenciais do Recife acumularam valorização de 25,81% nos 12 meses encerrados em agosto de 2026, o maior resultado entre as dez capitais acompanhadas pelo Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R). No mesmo período, o indicador nacional avançou 14,73%.
A diferença foi de 11,08 pontos percentuais. Recife também liderou o acumulado de janeiro a agosto, com crescimento de 12,04%, enquanto o Brasil registrou 6,56%.
Somente em agosto, os preços na capital pernambucana aumentaram 1,44%, praticamente repetindo os 1,45% de julho. O resultado mensal ficou atrás de Porto Alegre, com 1,66%, e Belo Horizonte, com 1,65%.
Na comparação de 12 meses, Curitiba apareceu em segundo lugar, seguida por Salvador. Fortaleza apresentou o menor avanço entre as cidades pesquisadas.
| Capital | Valorização em 12 meses até agosto |
|---|---|
| Recife | 25,81% |
| Curitiba | 21,19% |
| Salvador | 19,20% |
| Brasília | 18,41% |
| Porto Alegre | 16,66% |
| Belo Horizonte | 13,07% |
| São Paulo | 12,54% |
| Goiânia | 11,72% |
| Rio de Janeiro | 10,81% |
| Fortaleza | 8,63% |
Fonte: dados do IGMI-R.
No conjunto do país, o indicador mensal acelerou de 0,61% em julho para 0,87% em agosto. Entretanto, a valorização acumulada em 12 meses caiu de 15,78% para 14,73%.
Foi a quinta desaceleração consecutiva nessa comparação, após o pico de 19,76% registrado em março. Isso significa que os preços seguiram aumentando, mas em ritmo menor na janela anual.
O avanço nacional entre janeiro e agosto também ficou abaixo dos resultados do mesmo período de 2025, de 10,19%, e de 2024, de 9%.
O IGMI-R acompanha a evolução dos preços de imóveis residenciais. A liderança do Recife se refere às capitais incluídas na pesquisa e não significa que a cidade tenha o metro quadrado mais caro do Brasil.
Valorização e preço são medidas diferentes: a primeira mostra quanto os valores variaram em determinado período. O levantamento também não indica que cada imóvel recifense tenha subido exatamente 25,81%, já que o percentual representa o comportamento agregado do mercado acompanhado.
Da mesma forma, os resultados não devem ser interpretados como uma alta equivalente dos aluguéis ou como uma garantia de retorno para quem comprar um imóvel. O recorte apresentado trata da evolução dos preços residenciais até agosto.
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