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Professora morta por aluno em faculdade também era escrivã da Polícia Civil

Juliana Mattos de Lima Santiago, foi atacada dentro de uma sala de aula por um de seus alunos, João Junior, que foi preso em flagrante.

Fernanda Diniz

07 de fevereiro de 2026 às 15:00   - Atualizado às 15:03

Juliana Mattos de Lima Santiago foi morta a facadas.

Juliana Mattos de Lima Santiago foi morta a facadas. Foto: Reprodução

A investigação sobre o assassinato de Juliana Mattos de Lima Santiago, ocorrido na noite de sexta-feira (6), destaca que a vítima atuava como professora de Direito Penal na faculdade particular onde o crime foi registrado.

Juliana foi atacada dentro de uma sala de aula por um de seus alunos, João Junior, que foi preso em flagrante. Além da docência, a vítima ocupava o cargo de escrivã da Polícia Civil de Rondônia.

Segundo o registro policial detalhado pelo G1, João Junior confessou o crime e afirmou ter utilizado uma faca que a própria professora havia lhe entregue no dia anterior, acompanhada de um doce.

O agressor alegou que mantinha um relacionamento com a vítima e que o ataque foi motivado por "intensa raiva" após um suposto afastamento. A perícia confirmou perfurações no tórax e seios, além de sinais de defesa no braço direito.

Feminicídio e violência contra professores no Brasil

O caso de Juliana Santiago é acompanhado sob a tipificação de feminicídio. Conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Brasil registrou 1.518 casos de feminicídio em 2025, o maior índice desde o início da vigência da lei.

Rondônia apresenta uma das maiores taxas de mortalidade feminina por questões de gênero no país, com a maioria dos crimes cometida por parceiros ou pessoas do convívio íntimo das vítimas.

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Além da questão de gênero, o crime levanta dados sobre a violência contra docentes no exercício da profissão. De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica e levantamentos do setor de ensino superior, cerca de 10% dos professores brasileiros relatam ter sofrido algum tipo de agressão física em ambiente de trabalho.

Em Porto Velho, a faculdade onde o crime ocorreu suspendeu as atividades após a morte da escrivã, enquanto a Polícia Civil analisa os celulares apreendidos para confirmar se havia histórico de ameaças.

Nota de Pesar e Carreira

A Polícia Civil de Rondônia oficializou o luto pela servidora, ressaltando sua atuação técnica na formalização de inquéritos e na segurança pública do estado. A trajetória de Juliana era marcada pela dupla jornada entre as delegacias e a formação de acadêmicos de Direito.

NOTA DE PESAR

A Polícia Civil de Rondônia manifesta profundo pesar pelo falecimento da Escrivã de Polícia Juliana Mattos de Lima Santiago, também professora de Direito Penal.

Profissional dedicada, construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a segurança pública, com a Justiça e com a formação de novos profissionais.

Neste momento de dor, a instituição se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho.

João Junior foi imobilizado por um aluno da instituição que é policial militar e permanece à disposição da Justiça. A faculdade colabora com a entrega de imagens de segurança para o inquérito.

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