A Polícia Militar recebeu informações do provável esconderijo de Leandro Oxóssi. Nas buscas dentro da casa, o homem foi localizado embaixo de uma cama.
Leandro Mota Pereira, conhecido como Pai Leandro Oxóssi, foi preso. Foto: Reprodução
Foi preso, na noite da terça-feira, 10 de fevereiro, Leandro Mota Pereira, conhecido como Pai Leandro Oxóssi, no bairro de Sobradinho II, no Distrito Federal. O religioso é investigado por estuprar mulheres e adolescente.
A Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e o Adolescente, do Tribunal de Justiça do DF (TJDF), emitiu o mandado de prisão preventiva contra o homem, que estava foragido desde agosto do ano passado.
A Polícia Militar (PMDF) recebeu informações do provável esconderijo de Leandro. No endereço apontado, duas mulheres receberam os agentes no portão, quando avistaram o pai de santo fugindo para os fundos da residência. No mesmo instante, os militares foram em direção do homem, enquanto as mulheres tentavam impedir a ação policial.
Nas buscas dentro da casa, o homem foi localizado embaixo de uma cama. Ele foi preso e levado para a 35ª Delegacia.
Os casos ocorreram entre maio de 2024 e junho deste ano. Leandro teria criado um ambiente de confiança, fazendo com que as vítimas acreditassem que estavam sendo acolhidas pelo líder religioso. O investigado escolhia a mulher que o interessava e fazia o convite para passar o fim de semana na propriedade rural onde o terreiro funciona.
De acordo com a coluna Na Mira, do Metrópoles, em um dos casos, o pai de santo chegou a convidar uma mulher mais um casal de filhos, sendo um deles, a jovem de 17 anos.
Antes de dormir, Leandro oferecia à adolescente, chá e suco. Quando acordava, a vítima relatava ter cólica e sangramentos que não cessavam. Em uma das noites, como de praxe, o suspeito entregou o chá, mas a menina tomou apenas um gole. Durante a madrugada, ela acordou com o religioso completamente despido, deitado sobre ela.
Assustado, após ver que a vítima havia despertado, o homem teria tampado a boca da jovem com as mãos para evitar que ela gritasse e assim, consumasse o estupro. No dia seguinte, a menina relatou que o suspeito a ameaçou falando que se ela contasse para alguém, o irmão dela iria pagar. E que faria “macumba” para matar o garoto. Os estupros perduraram por semanas.
Em várias ocasiões, o suspeito sussurrava no ouvido da adolescente: "O Zé já me falou que você quer". O líder do terreiro usava a figura de “Zé Pilintra”, uma entidade popular na cultura afro-brasileira, para justificar suas ações criminosas.
Logo depois, Leandro começava os abusos sexuais. De acordo com vítima, ele costumava simular a incorporação de “Seu Zé”, e que a entidade falava para a jovem que ela deveria manter relações com o Leandro.
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