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"Popeye Brasileiro": mesmo tendo injetado óleo, Arlindo não recomendava uso de substância

Em uma entrevista concedida ao jornal britânico "Daily Mail" em meados de 2014, Arlindo diz que viu o amigo "Paulinho" falecer após o uso dos produtos.

Gabriel Alves

14 de janeiro de 2026 às 12:33   - Atualizado às 12:36

Arlindo de Souza, conhecido como "Popeye Brasileiro".

Arlindo de Souza, conhecido como "Popeye Brasileiro". Foto: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

Morador de Olinda, em Pernambuco, Arlindo de Souza, conhecido nacionalmente como Arlindo Montanha, Arlindo Anomalia ou o “Popeye Brasileiro”, recomendava o não uso da aplicação de óleo vegetal e outras substâncias utilizadas de forma irregular para fins estéticos no mundo fitness. A figura morreu na terça-feira, 13 de janeiro.

Em uma entrevista concedida ao jornal britânico "Daily Mail" em meados de 2014, Arlindo diz que viu o amigo "Paulinho" falecer após o uso dos produtos.

"Meu amigo Paulinho, ele morreu fazendo essas coisas. Eu senti muito a morte dele. Ele usou, eu usei, mas ele foi além do limite. Eu aconselho a ninguém a usar este óleo", declarou à época.

 Ainda na mesma entrevista, "Montanha" também afirma ter parado de utilizar o químico e outras substâncias, e que sempre há a vontade de usar novamente, mas mantinha o controle.

"Eu parei de tomar isso, e outras coisas também, mas há sempre a vontade de começar de novo. Mas eu estou tentando me controlar até hoje", disse Arlindo. 

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Ao longo dos anos, ele relatou ter recorrido a esses métodos em busca de crescimento muscular, inspirado em fisiculturistas como Arnold Schwarzenegger. A informação do falecimento de Arlindo foi confirmada por familiares.

Complicações

De acordo com especialistas da área da saúde, a aplicação de óleo vegetal no corpo pode provocar complicações graves. Entre os principais riscos estão inflamações persistentes, infecções, necrose dos tecidos, formação de abscessos, deformidades permanentes e obstrução de vasos sanguíneos, o que pode levar a quadros como embolia pulmonar. Em situações mais graves, o tratamento exige intervenções cirúrgicas complexas para retirada do material, e há casos em que ocorrem amputações.

Clandestinidade

O uso desse tipo de substância não é reconhecido por protocolos médicos e costuma ser feito de forma clandestina, sem controle sanitário ou acompanhamento profissional. Os efeitos podem surgir meses ou até anos após a aplicação, o que dificulta o diagnóstico e agrava o quadro clínico.

Em entrevistas e aparições públicas, Arlindo chegou a reconhecer os riscos envolvidos e afirmou que o método não era seguro, relatando problemas de saúde decorrentes das aplicações ao longo do tempo. Apesar disso, sua imagem acabou associada à prática, que continua sendo adotada por pessoas em busca de alterações corporais rápidas.

Arlindo de Souza era conhecido pela relação próxima com a comunidade e pela presença frequente na mídia e nas redes sociais. Ele deixa familiares, amigos e admiradores em Pernambuco e em outras partes do país.

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