Conselheira tutelar de Pernambuco que foi morta e DHPP, da Polícia Civil. Fotos: Reprodução e Bruno Vila Nova. Arte: Portal de Prefeitura
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) prendeu, no estado do Piauí, a suspeita de assassinar a conselheira tutelar Rosimere Bizarria Silva Barbosa, de 42 anos, morta a tiros em 28 de novembro de 2024, no município de Angelim, no Agreste pernambucano.
A captura ocorreu nesta sexta-feira, 15 de agosto, durante a Operação Consilium, realizada em parceria com a Polícia Civil do Piauí. A detida, de 24 anos, é apontada como autora dos disparos e estava foragida no Maranhão.
Ela foi localizada pela equipe da Secretaria de Segurança Pública piauiense, com apoio da Diretoria de Inteligência (Dintel/PCPE), do Núcleo de Inteligência de Caruaru, do Núcleo de Inteligência do Piauí e de forças policiais coordenadas pelo delegado Matheus Zanatta.
Segundo a delegada Tatiane Rossi, titular da 22ª Delegacia de Homicídios de Garanhuns, as investigações começaram logo após o crime e resultaram nas medidas cautelares que possibilitaram a prisão. O motivo do assassinato não foi divulgado pela Polícia Civil.
Rosimere foi atacada na manhã do dia 28 de novembro de 2024, enquanto levava sua filha à escola. Dois homens armados chegaram em uma moto e dispararam contra a conselheira. Apenas ela foi atingida pelos tiros.
Após o atentado, Rosimere foi socorrida e levada ao Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns. A conselheira passou por duas cirurgias, no entanto, faleceu no domingo, 8 de dezembro.
Na época, autoridades federais e estaduais se pronunciaram.
Em nota, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência do Governo de Pernambuco lamentou profundamente o ocorrido e repudiou qualquer forma de violência contra a vida. A pasta garantiu estar mobilizada para acompanhar o caso e apoiar a vítima, que agora conta com escolta policial.
O Sistema Estadual de Proteção também se posicionou, destacando que está tomando todas as medidas necessárias para assegurar a integridade de Rosimere e sua família.
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania se pronunciou publicamente, repudiando o atentado e cobrando rigor nas investigações. A pasta classificou a violência sofrida pela conselheira como grave e inaceitável, reforçando o compromisso em colaborar para que os culpados sejam responsabilizados.
Veja nota na íntegra
"O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Coordenação Geral de Fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos, repudia e lamenta a grave violência sofrida pela conselheira tutelar Rosimere Bizzaria da Silva Barbosa – a Merinha, como é conhecida em Angelim, município onde atua, no Agreste de Pernambuco.
A profissional foi vítima de uma abordagem com disparos de arma de fogo em sua direção, ao deixar sua casa na manhã desta quinta-feira (28) para levar a filha para a escola. Rosimere foi socorrida, passou por duas cirurgias e, no momento, encontra-se estável. O MDHC se solidariza com a conselheira tutelar, manifesta apoio a familiares e amigos, bem como aos cidadãos da cidade de Angelim e do estado de Pernambuco.
Conselheiros tutelares são agentes escolhidos pela população para atuar na proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Dentre suas atribuições previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), está a de registrar denúncias, atender e acompanhar situações de violações e ameaças contra o público infanto-juvenil. Função essa que, para ser efetivamente cumprida, requer a garantia do resguardo de direitos fundamentais e não admite nenhuma forma de intimidação.
O Ministério entende que atos de violência praticados contra esses profissionais se constituem em ataques diretos ao próprio Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente. Portanto, é imprescindível que as autoridades locais imprimam o devido rigor à investigação da tentativa de assassinato de Rosimere, e promovam medidas que assegurem o exercício pleno das atividades de conselheiros tutelares, para que situações como esta não se repitam".
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