Nesta fase da operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens judiciais para bloqueio de ativos financeiros.
18 de setembro de 2026 às 16:36 - Atualizado às 16:50
Operação de Repressão Qualificada Diamante. Foto: Divulgação/PCPE
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 17 de setembro, a Operação de Repressão Qualificada Diamante para desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em furtos qualificados e lavagem de dinheiro. Ao todo, dez pessoas são investigadas.
Segundo a corporação, o grupo é suspeito de participar de sete furtos contra estabelecimentos comerciais pertencentes à mesma rede varejista. Os crimes ocorreram entre dezembro de 2022 e maio de 2023 nos estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 386 mil.
Nesta fase da operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens judiciais para bloqueio de ativos financeiros. As medidas foram expedidas pelo Juízo da 17ª Vara Criminal da Capital.
De acordo com as investigações, os suspeitos adotavam um método semelhante nos diferentes furtos. As lojas eram invadidas durante a noite, geralmente pelo teto, e os integrantes utilizavam ferramentas para romper estruturas e acessar os cofres.
O delegado João Paulo de Andrade, titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DPRF/DEPATRI) e responsável pela investigação, afirmou que o grupo apresentava uma estrutura organizada e atuação em diferentes estados.
“Identificamos uma organização criminosa estruturada, com atuação interestadual, que utilizava um modus operandi bastante específico. Os integrantes acessavam os estabelecimentos pelo telhado, durante a noite, e utilizavam ferramentas sofisticadas para romper as estruturas dos cofres e subtrair valores e outros bens”, explicou.
Segundo o delegado Diogo Fajardo, adjunto da DPRF, a repetição do método contribuiu para relacionar as diferentes ocorrências. Serrras, esmerilhadeiras e outros equipamentos eram utilizados para violar os cofres.
A identificação dos suspeitos começou a partir do cruzamento de informações sobre os crimes. Um veículo chamou a atenção dos investigadores após aparecer relacionado a dois dos furtos.
“Inicialmente, identificamos um veículo que aparecia relacionado a dois furtos qualificados. A partir dessa informação, iniciamos um trabalho de campo e conseguimos avançar na identificação de outros integrantes. O cruzamento dessas informações com os relatórios de inteligência financeira foi fundamental para chegarmos ao núcleo da organização”, afirmou Diogo Fajardo.
Além de apurar a execução dos furtos, a Polícia Civil avançou sobre a movimentação financeira dos investigados. Conforme a investigação, o grupo utilizava uma empresa de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para movimentar e ocultar recursos.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais localizaram uma empresa do ramo de bebidas apontada como pertencente ao líder do grupo.
“Além da atuação do núcleo responsável pela execução dos furtos, identificamos um núcleo financeiro. As informações levantadas permitiram rastrear valores movimentados pelos integrantes e apontaram a utilização de uma empresa de fachada e de laranjas para a lavagem do dinheiro obtido com os crimes”, detalhou João Paulo de Andrade.
A Justiça também autorizou o bloqueio de ativos financeiros relacionados aos investigados. Um veículo que teria sido utilizado pelo núcleo responsável pela execução dos furtos também foi alvo de pedido de sequestro. As equipes policiais ainda realizam diligências para localizar e apreender o automóvel.
Nenhuma prisão foi realizada nesta etapa da Operação Diamante. Segundo João Paulo de Andrade, as informações reunidas durante a investigação deverão subsidiar novas medidas judiciais.
“A investigação continua. Com o material reunido nesta fase, vamos avançar para o indiciamento e para a representação pelas prisões dos integrantes da organização criminosa, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro”, afirmou.
Diogo Fajardo também ressaltou que o trabalho policial continua após o cumprimento dos mandados. O material apreendido será analisado para esclarecer a participação individual dos investigados e aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira e operacional do grupo. As investigações seguem em andamento.
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