Membro do PCC em controle de fundos. Foto: Ilustrativa/Inteligência Artificial
A Receita Federal informou que identificou ao menos 40 fundos de investimento, entre multimercados e imobiliários, controlados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões. A descoberta ocorreu durante a megaoperação nacional contra o crime organizado no setor de combustíveis, deflagrada nesta semana.
Segundo os auditores, os recursos ilícitos eram movimentados no próprio mercado financeiro de São Paulo, com membros da facção infiltrados na Faria Lima.
De acordo com a Receita, os fundos eram fechados e tinham apenas um cotista, geralmente outro fundo, criando diversas camadas para ocultar a origem criminosa do dinheiro.
Esses recursos financiaram a compra de:
Entre os bens adquiridos também estão seis fazendas no interior de São Paulo, avaliadas em R$ 31 milhões, e uma mansão em Trancoso (BA), comprada por R$ 13 milhões.
A investigação aponta que a principal fintech envolvida atuava como um “banco paralelo” da facção, movimentando sozinha cerca de R$ 46 bilhões em operações não rastreáveis.
Entre os alvos da operação estão:
Um homem foragido da Justiça, apontado pela polícia de São Paulo como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e responsável por liderar, a partir de São Paulo, ações do grupo em Alagoas e outros Estados do Nordeste, foi preso na tarde desta terça-feira, 19, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.
José Ricardo Ângelo, conhecido como Gordão, foi detido junto com a mulher, que também era foragida da Justiça. Os dois tinham mandados de prisão em aberto emitidos pela Justiça de Alagoas, no âmbito de uma investigação em que o casal é acusado de tráfico de drogas e de integrar organização criminosa. A reportagem tenta localizar representantes de Ângelo e da mulher dele para que se pronunciem sobre as acusações e as prisões.
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A operação apura a possível participação de integrantes do grupo em crimes de corrupção, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Consulta exige uma conta gov.br com nível reforçado de segurança, enquanto o prazo definitivo para solicitar os valores continua correndo.
Ato acontece nesta terça-feira (25), às 19h, na Praça do Campo Santo, e vai instalar 100 cruzes em memória das mulheres vítimas de feminicídio.
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