Moradores retiram corpos em área de mata após operação no Complexo da Penha. Foto: Reprodução
Cerca de 50 corpos foram retirados de uma área de mata do Complexo da Penha por moradores, após a operação realizada pelas forças de segurança do estado, nessa terça-feira, 28 de outubro.
Os corpos foram reunidos na Praça São Lucas, no centro da comunidade, e de acordo com os moradores, não fazem parte da contagem oficial de 64 mortos - 60 suspeitos e 4 policiais. A Polícia Militar foi procurada, mas ainda não se pronunciou.
O ativista Raul Santiago, morador do complexo, fez uma transmissão ao vivo e denunciou a “chacina que entra para a história do Rio de Janeiro, do Brasil e marca com muita tristeza a realidade do país.”
A pedido dos familiares, os corpos foram expostos para registro da imprensa, e depois foram cobertos com lençóis. A comunidade aguarda a retirada dos corpos pelo Instituto Médico-Legal.
Se eles realmente estiverem fora das 64 vítimas contabilizadas ontem, o saldo total de mortos da operação mais letal já realizada pelas forças de segurança do Rio, pode chegar a 120. Durante a noite, mais seis corpos encontrados em área de mata no Complexo do Alemão foram levados para o Hospital Getúlio Vargas.
Uma megaoperação realizada na terça-feira, 28 de outubro, resultou na morte de um policial civil e deixou outros cinco agentes, sendo militares e civis, feridos. A ação ocorreu nos complexos do Alemão e Penha, ambos localizados na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A Operação Contenção, como foi batizada, mobilizou aproximadamente 2,5 mil agentes da PCRJ e PMRJ, assim como promotores do Ministério Público carioca (MPRJ). Quatro homens apontados como traficantes também foram mortos no confronto.
Segundo a apuração do g1, o agente levou um tiro no pescoço e não resistiu aos ferimentos. Um delegado da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) também foi alvejado e encaminhado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.
Durante o avanço das forças de segurança, criminosos reagiram com tiros e ergueram barricadas em chamas para impedir a entrada dos policiais. O confronto resultou ainda em quatro PMs feridos, um deles atingido na perna enquanto atuava em uma área de mata.
Três moradores da região foram vítimas de balas perdidas: um homem em situação de rua, uma mulher que estava em uma academia próxima ao batalhão de Olaria e outro homem encontrado em um ferro-velho. Todos foram socorridos.
Até o fim da manhã, a operação contabilizava 25 prisões e a apreensão de 10 fuzis. Helicópteros, blindados, drones e veículos de demolição foram utilizados na ação para garantir o avanço das tropas.
Por conta dos confrontos, a Secretaria Municipal de Saúde suspendeu o atendimento em cinco unidades de atenção primária, enquanto 43 escolas foram impactadas, afetando milhares de estudantes.
O governador Cláudio Castro afirmou que a operação é uma resposta direta ao crime organizado.
“Estamos atuando com força máxima e de forma integrada para deixar claro que o poder é do Estado. Os verdadeiros donos desses territórios são os cidadãos de bem”, disse.
Com informações da Agência Brasil
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