Moradores entregam caixas de chocolate a policiais do Rio após megaoperação. Foto: Divulgação
Uma foto que circula nas redes sociais neste fim de semana mostra policiais militares do Rio de Janeiro recebendo caixas de chocolate Bis acompanhadas de bilhetes de agradecimento.
O gesto, feito por moradores, ganhou repercussão após a megaoperação policial que resultou em 121 mortes nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital fluminense.
A imagem, datada de 29 de outubro de 2025, viralizou e reacendeu o debate sobre a percepção popular a respeito das forças de segurança após a ação batizada de Operação Contenção, considerada a mais letal da história do estado. Nos bilhetes, escritos à mão, moradores expressaram apoio aos agentes.
“Sr. policial, tenho muito orgulho de vocês. Obrigada” e “Sr. policial, muito obrigada por cuidar de todos nós. Temos orgulho de vocês.”
O gesto foi visto como uma demonstração de reconhecimento aos policiais que participaram da operação, em meio às críticas que a ação recebeu de setores da imprensa e de entidades de direitos humanos.
A megaoperação aconteceu no dia 28 de outubro e tinha como objetivo combater o Comando Vermelho (CV). De acordo com dados da AtlasIntel, divulgados no dia 31, 55,2% dos brasileiros aprovam a operação, enquanto 42,3% desaprovam. O levantamento mostra ainda que 56% defendem novas operações semelhantes, e apenas 35% se posicionam contra.
No Rio de Janeiro, o apoio é ainda maior. Segundo a pesquisa, 62,2% dos cariocas aprovam a ação e 62,3% consideram que a polícia agiu de forma adequada. Entre moradores de comunidades, o respaldo chega a 80%, contra 51% entre os que vivem fora das favelas.
A operação superou os números de mortes registradas nas ações do Jacarezinho (2021) e da Vila Cruzeiro (2022), ambas também realizadas sob a atual gestão. O governador Cláudio Castro (PL) afirmou, em coletiva de imprensa, que as únicas vítimas foram os quatro policiais mortos durante os confrontos.
Diante do impacto da operação, governadores de direita se reuniram no dia 30 de outubro para criar o “Consórcio da Paz”, um grupo voltado à troca de experiências e recursos no combate ao crime organizado.
O encontro contou com a presença de Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Ronaldo Caiado (União), de Goiás; Eduardo Riedel (PP), do Mato Grosso do Sul; e Celina Leão (PP), vice-governadora do Distrito Federal. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou de forma remota.
Durante a reunião, Tarcísio classificou a operação como “necessária”, afirmando que o domínio de facções criminosas representa “perda de soberania”. A fala do governador paulista foi vista como um contraponto à posição do presidente Lula, que criticou a letalidade policial.
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