Militar do Exército persegue e mata suspeito após assalto na praia. Foto: Reprodução
Um homem de 37 anos morreu após ser baleado no sábado, 6 de dezembro, durante uma tentativa de assalto na orla da praia da Enseada, no Guarujá, litoral de São Paulo. A vítima da abordagem era um militar do Exército Brasileiro, de 26 anos, que caminhava pela areia no momento do crime.
A Polícia Militar registrou a ocorrência como roubo seguido de morte por legítima defesa.
O caso aconteceu por volta das 6h, horário em que a praia ainda apresentava pouco movimento. De acordo com informações repassadas à polícia, o suspeito foi identificado como Anderson Alcides Alves De Oliveira. Ele se aproximou do cabo do Exército Gustavo Pavão Gomes e anunciou o assalto, afirmando estar armado. Segundo relato do militar, o suspeito portava uma faca no momento da abordagem.
Durante a ação, o militar entregou o celular, o relógio e uma corrente, conforme apontam os registros policiais. Logo após a entrega dos objetos, o cabo relatou que efetuou um disparo em direção ao mar com o objetivo de intimidar o assaltante e tentar cessar a ação criminosa.
Ainda conforme o depoimento prestado à polícia, Anderson iniciou uma fuga pela faixa de areia logo após o disparo. Durante a perseguição, o militar afirmou que percebeu o suspeito levar a mão à cintura. Diante dessa atitude, ele realizou novos disparos na direção do homem. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o militar correndo atrás do suspeito e efetuando pelo menos oito tiros ao longo da perseguição.
O suspeito acabou atingido e caiu na própria praia. Equipes de resgate foram acionadas, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A Polícia Militar confirmou que Anderson estava com uma faca no momento da ocorrência. Nenhum outro banhista ficou ferido durante o episódio.
O militar envolvido na ação mora na cidade de Itu, no interior de São Paulo, e estava no litoral a lazer. Ele estava acompanhado de outro homem no momento dos fatos. O cabo informou que não conhecia o acompanhante. Segundo ele, o homem apenas ajudou a conter o suspeito após os disparos, sem participação direta na perseguição armada.
A área foi isolada para o trabalho da perícia, que recolheu cápsulas deflagradas e analisou a posição do corpo. A Polícia Civil acompanhou a ocorrência desde os primeiros momentos e colheu depoimentos de testemunhas que estavam nas proximidades.
De acordo com a Polícia Militar, Anderson Alcides Alves De Oliveira possuía antecedentes criminais ligados a crimes patrimoniais, como roubos e furtos. Ele havia deixado o sistema prisional pouco mais de um mês antes do ocorrido. As autoridades não detalharam em quais processos o suspeito respondia nem as circunstâncias da liberdade recente.
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