Mãe e padastro são presos por suspeita de abusar da filha de 3 anos. Foto: Divulgação
A Polícia Civil prendeu em Ribeirão Preto (SP) Leiliane Vitória Oliva Coelho e o companheiro dela, Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli, após a suspeita de que os dois gravavam vídeos com conteúdo sexual envolvendo a filha de 3 anos da mulher.
A investigação teve início após um amante de Leiliane encontrar indícios dos abusos nas mensagens do celular dela. Ele procurou a polícia e entregou o material, o que levou à abertura do inquérito e à realização de diligências.
Com as informações recebidas, os agentes foram até a casa da família. Andrey estava no local com a criança de 3 anos e com o bebê de 4 meses, filho do casal. As equipes prenderam o suspeito e apreenderam celulares. Leiliane foi detida no local de trabalho.
A investigação aponta que o casal produzia e compartilhava as gravações entre si, e que os celulares deles continham arquivos considerados suspeitos pelos agentes. O caso levou à detenção dos dois na quarta-feira, 10 de dezembro, e ambos prestaram depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) antes de serem transferidos para audiência de custódia.
A delegada Michela Ragazzi, responsável pelo caso, informou que o material encontrado nos celulares será encaminhado para perícia. Os vídeos não tiveram o conteúdo divulgado, e a polícia destacou que qualquer interpretação definitiva depende da análise técnica da Polícia Científica. A criança passará por exame de corpo de delito para verificar se houve agressão física ou qualquer outro tipo de violação.
O casal deve responder por estupro de vulnerável, crime que, pela legislação brasileira, não exige conjunção carnal para ser caracterizado. As gravações podem configurar ainda divulgação e exploração sexual infantil, caso a perícia confirme as suspeitas. Segundo a delegada, a apuração considera a gravidade das denúncias e segue com foco na integridade física e emocional da criança.
Ao saírem da delegacia, os dois negaram que tenham tocado a criança ou cometido qualquer ato sexual direto. Ainda assim, assumiram que compartilharam entre si fantasias e conversas inadequadas sobre a menina.
Leiliane falou rapidamente com a EPTV, afiliada da TV Globo, ao deixar a delegacia após ser ouvida. Ela reconheceu que fazia gravações com a filha e demonstrou arrependimento. Ela também afirmou que não entendia o que a levou ao ato e que assumia as consequências. Disse ainda que ama a filha e que um único vídeo teria mudado tudo na vida dela, reforçando que aceitava as medidas que viessem a ser determinadas pelas autoridades.
"Eu amo a minha filha, não sei o que deu em mim. Um vídeo estragou tudo. Uma coisa ruim que você faz anula todas as coisas boas. Eu mereço tudo o que vier, o que me acontecer, mereço tudo", disse Leilane em depoimento.
Andrey afirmou que cometeu “um erro gigantesco”, disse que a situação não estava “tudo bem” e reconheceu que a troca de mensagens ocorreu. Ele insistiu, porém, que não houve contato físico com a criança.
"Foi mais por causa que gostava muito da pessoa. Basicamente por isso. A gente não estuprou uma criança, a gente acabou nem tocando nela. Não está tudo bem, não acho que está tudo bem. Sei que foi um erro gigantesco, mas a única coisa que posso deixar claro é que a gente não tocou na menina, não fez nada sexual com ela, nada do tipo", declarou Andrey.
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