Idosa de 92 anos trabalhava em loja para pagar contas e consertar casa. Créditos: Divulgação/GoFundMe
Uma história de superação e generosidade cruzou oceanos e emocionou o mundo. Muriel Connick, uma idosa de 92 anos residente em Pompano Beach, na Flórida, nos Estados Unidos, passou décadas trabalhando duro, mas viu sua aposentadoria insuficiente para cobrir despesas básicas como contas de luz, telefone, seguro e prestações do carro.
Funcionária dedicada da loja Burlington, Muriel organizava araras de roupas e atendia provadores todos os dias, das 9h às 14h, de segunda a sexta. Sua rotina exaustiva chamou atenção de April Steele, uma cliente 30 anos mais jovem, que ficou chocada ao vê-la em pé por horas.
"Você gostaria de trabalhar aos 92 anos?", perguntou Muriel, com um olhar sério, ao receber um elogio sobre sua força. A idosa confessou que sua pensão social e cupons de comida haviam sido cortados, deixando-a sem opções para uma campanha GoFundMe que mudaria tudo.
April não conseguiu segurar a emoção. Incomodada com a injustiça, ela postou sobre Muriel em um grupo de Facebook local de Pompano Beach. A repercussão foi imediata: sugestões de ajuda choveram, e April criou uma página no GoFundMe intitulada "Ajude uma senhora de 92 anos a se aposentar".
O que começou como um apelo modesto explodiu em generosidade global. Em poucas semanas, a campanha GoFundMe ultrapassou a meta inicial de US$ 10 mil e chegou a US$ 105.080, equivalente a cerca de R$ 525 mil na cotação atual. Doações vieram de desconhecidos tocados pela história de Muriel.
April voltou à loja para entregar o cheque. Muriel, que esperava apenas um cartão de agradecimento, ficou atônita. "As pessoas foram tão generosas", disse ela à CBS 12, com os olhos marejados, sem saber da existência da vaquinha até aquele momento.
Muriel vive em uma casa móvel (trailer) onde canos quebrados causavam infiltrações, levantando o piso e criando risco de quedas. Ela precisou de US$ 5 mil só para o conserto inicial, mas foi negada em pedido de ajuda à Burlington. Uma colega de trabalho, Alex, que atuou por dois anos com ela, testemunhou sua força: "Muriel chega todo dia, trabalha mais que a maioria e ainda arruma as roupas no chão da loja".
A campanha GoFundMe resolveu isso e muito mais. Agora, Muriel planeja reformas completas, pagamento de dívidas e, finalmente, descanso merecido. April, a organizadora, enfatiza: "Estou apenas ajudando com a transferência dos fundos, não sou parente dela".
Essa quantia permite que Muriel cubra despesas mensais que superavam sua renda de aposentadoria, incluindo reparos urgentes. Histórias como essa destacam falhas no sistema previdenciário americano, onde milhões de idosos enfrentam pobreza apesar de vidas de trabalho.
A trajetória de Muriel lembra o veterano Ed Bambas, de 88 anos, que trabalhava em um supermercado em Michigan após perder a pensão com a falência da General Motors, onde atuou por décadas. Sua esposa faleceu sem plano de saúde adequado, e ele vendia propriedades para sobreviver.
Um vídeo viral do influenciador australiano Sam Weidenhofer levou a uma campanha GoFundMe que arrecadou US$ 1,7 milhão (cerca de R$ 8,5 milhões). Ed, emocionado, disse não ter "renda suficiente" após anos de serviço ao Exército e indústria automotiva.
Esses episódios revelam um padrão nos EUA: idosos forçados a trabalhar por aposentadorias insuficientes. Em 2026, com debates sobre cortes na Previdência Social sob o governo Trump, casos virais no GoFundMe viram rede de segurança informal, mobilizando comunidades globais.
No Brasil, histórias parecidas ecoam, com aposentados complementando renda em bicos informais. Mas a lição universal é clara: um gesto simples, como uma postagem ou conversa, pode desencadear solidariedade em massa via plataformas digitais.
A Burlington, onde Muriel trabalhava, negou auxílio apesar de seu esforço. Colegas a descrevem como "incrivelmente forte e gentil", sempre indo além do dever. Com os fundos, Muriel agora sonha com tranquilidade nos anos dourados.
April reflete: "Como não ajudar alguém assim?". A campanha segue aberta para mais doações, provando que bondade não conhece fronteiras. Muriel Connick, de símbolo de luta a exemplo de esperança, inspira todos a olhar ao redor e estender a mão.
Essas narrativas reforçam o poder das redes sociais em 2026. Plataformas como GoFundMe democratizam a filantropia, permitindo que anônimos transformem vidas. Muriel agradece: "Nunca imaginei tanta simpatia". Sua aposentadoria, enfim, começa.
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