Militar Brasileiro morto na Ucrania. Foto: Divulgação
O ex-soldado do Exército Brasileiro, Tailon Ruppenthal, de 41 anos, morreu em combate na guerra da Ucrânia. A informação foi confirmada por sua família nas redes sociais na última segunda-feira (6). Natural de Araranguá (SC) e residente em Três Coroas (RS), Tailon havia viajado ao país do leste europeu há pouco mais de um mês para integrar as forças de defesa ucranianas, atuando em uma unidade especial composta por brasileiros.
Segundo relatos, Tailon teria sido vítima de um ataque com drone russo em uma região próxima a Dnipro. Ainda não há confirmação oficial das circunstâncias da morte pelas autoridades ucranianas ou pelo Itamaraty. A mãe do combatente, Marileuza Borges Bertolucci, publicou homenagens emocionadas nas redes sociais, destacando o orgulho e a dor da perda.
“É com profunda dor e imensa tristeza que comunicamos o falecimento do amado filho Tailon Ruppenthal, que partiu deixando saudade eterna em nossos corações”, escreveu.
Antes de se voluntariar para a Ucrânia, Tailon serviu nas Forças Armadas brasileiras e participou da missão de paz da ONU no Haiti, em 2004, experiência que resultou na publicação do livro "Um Soldado Brasileiro no Haiti". No Brasil, trabalhava como produtor audiovisual e era pai de uma adolescente.
De acordo com relatos à imprensa local antes de sua morte, Tailon atuava como operador de drones em missões de reconhecimento e apoio a tropas em campo. Ele integrava uma unidade de inteligência formada por cerca de 20 brasileiros, muitos deles ex-militares do Exército.
“Escolhi ser soldado na guerra da Ucrânia por acreditar na liberdade e na justiça”, declarou em entrevista concedida à Rádio Taquara, em agosto. A reportagem mostrou sua rotina sob tensão, incluindo deslocamentos em áreas de risco, contato com armamentos pesados e relatos sobre o impacto emocional da guerra.
Além de seu trabalho com tecnologia, Tailon descreveu as dificuldades enfrentadas pelo grupo, como minas terrestres, regiões pró-Rússia e o desgaste físico e psicológico no front. Ainda assim, disse sentir que sua atuação tinha valor: “Meu trabalho com drones é voltado a salvar vidas”.
Tailon pretendia permanecer na Ucrânia por ao menos três anos, prazo previsto no contrato que firmou com as forças estrangeiras. Segundo ele, havia planos de produzir um documentário no futuro, para contar a realidade da guerra sob sua perspectiva.
A morte de Tailon reacende debates sobre o envolvimento de civis brasileiros em conflitos estrangeiros e o apoio — ou a falta dele — oferecido pelo Estado a esses voluntários.
Até a manhã desta sexta-feira (10), o governo federal brasileiro não havia se manifestado oficialmente sobre o caso.
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