Marcola, líder do PCC e ex-delegado assassinado a tiros. Fotos: Reprodução e Divulgação. Arte: Portal de Prefeitura
O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo (PCSP) Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, foi assassinado na segunda-feira, 15 de setembro, no litoral do estado. Considerado um dos principais inimigos do Primeiro Comando da Capital (PCC), ele havia sido jurado de morte pela facção criminosa após conduzir investigações que atingiram diretamente a cúpula da organização.
Atualmente, exercia o cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, para o qual estava licenciado da corporação depois de mais de 40 anos de carreira.
Ao longo de sua trajetória, Ruy ocupou alguns dos postos mais relevantes da instituição: foi delegado-geral de Polícia, dirigiu o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) e atuou em unidades estratégicas como o Deic, Denarc e DHPP.
O ex-delegado ganhou notoriedade em 2006, quando indiciou toda a liderança do PCC, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, em uma das maiores ofensivas contra a facção. Pouco depois, os chefes da organização foram transferidos para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, em regime de maior isolamento.
Formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, Ruy também possuía pós-graduação em Direito Civil e especialização em Administração Pública. Participou de treinamentos internacionais, como cursos antidrogas e antiterrorismo na França e aperfeiçoamento em repressão ao narcotráfico no Canadá.
Em janeiro de 2023, assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande, cargo que ocupava até ser morto.
Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento em que Fontes, em um carro, tentou fugir de criminosos armados, mas acabou colidindo contra um ônibus. Logo após, três homens fortemente armados com fuzis desceram de um segundo veículo e atiraram contra ele, causando sua morte no local.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) encara o assassinato como vingança do PCC.
“Isso aí certamente foi vingança do PCC. Ele lutou muito contra a facção”, disse o secretário-executivo da Secretaria da Segurança Pùblica, Osvaldo Nico Gonçalves, em entrevista ao Metrópoles.
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Os disparos foram registrados em um apartamento do complexo residencial estudantil Hugine Suites, localizado dentro do campus.
Tanto o autor como a vítima fatal, segundo informações à PCPE, possuíam um histórico profissional marcado por desentendimentos.
Exu um dos fundamentais orixás no Candomblé e na cultura Iorubá, e o momento foi referenciado à abertura de caminhos nas religiões de matriz africana.
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