Layla Ayub, presa nesta sexta-feira (16), é investigada por suposto favorecimento à facção criminosa, e presença do namorado ligado ao PCC em evento oficial chamou atenção das autoridades.
Delegada suspeita de ligação com PCC levou namorado à posse Foto Montagem/Portal de Prefeitura
A delegada Layla Ayub foi presa nesta sexta-feira (16) em sua residência na Zona Oeste de São Paulo. Ela é alvo de investigação que apura possível atuação em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com os autos do processo, Layla teria facilitado interesses da facção dentro da Polícia Civil, motivando sua detenção temporária.
Um dos pontos que chamou atenção das autoridades foi o fato de que Layla levou seu namorado, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, para a cerimônia de posse no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O evento ocorreu em 19 de dezembro de 2025 e contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Jardel é apontado como uma liderança da facção no estado do Pará, o que reforça o interesse das autoridades no caso.
Após a posse, Layla e Jardel passaram a residir juntos em São Paulo, período em que a delegada cursava a formação na Academia da Polícia Civil. Segundo apurações, o casal teria adquirido uma padaria na Zona Leste da capital, levantando suspeitas de movimentações financeiras possivelmente ligadas à facção.
Além disso, documentos da Polícia Civil indicam que, em 28 de dezembro de 2025, já no exercício do cargo de delegada, Layla atuou de forma irregular como advogada para tentar obter a soltura de um integrante do PCC em Marabá, Pará. A decisão judicial que determinou sua prisão temporária aponta que há indícios de que Layla teria ingressado na carreira policial por influência da facção criminosa.
O corregedor-geral da Polícia Civil, João Batista Palma Beolchi, afirmou que a investigação será detalhada e busca esclarecer o nível de envolvimento da delegada com atividades ilegais. “A investigação procede justamente para levantar essas dúvidas, e é necessário apurar se houve ou não favorecimento da facção criminosa dentro da Polícia Civil”, disse em coletiva nesta sexta-feira.
O juiz responsável pelo caso ressaltou que, caso seja comprovada a ingerência do PCC no ingresso da delegada no concurso público, o episódio indicaria um nível preocupante de infiltração do crime organizado em órgãos de um estado com mais de 45 milhões de habitantes.
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