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Comerciante denuncia ter sido chamada de "macaca" por funcionário de restaurante no Alto da Sé

A vendedora declarou que não aceita o ocorrido e que sente tristeza ao vivenciar um episódio de racismo.

Redação

26 de fevereiro de 2026 às 20:29   - Atualizado às 20:31

Comerciante denuncia racismo no Alto da Sé, em Olinda.

Comerciante denuncia racismo no Alto da Sé, em Olinda. Foto: Divulgação

Uma comerciante denunciou que sofreu injúria racial ao chegar para trabalhar em um quiosque de bebidas no Alto da Sé, em Olinda. O caso aconteceu no último sábado, 21 de fevereiro, e segue sob investigação da Polícia Civil de Pernambuco. As informações foram divulgadas pelo G1.

A vendedora Rute Vicente Ferreira relatou que um funcionário de um restaurante vizinho tentou impedir sua entrada no local de trabalho. Segundo ela, o homem colocou um ferro na frente do quiosque para bloquear a passagem. Rute afirmou que retirou o objeto e entrou no estabelecimento mesmo assim.

De acordo com o relato da comerciante, o funcionário a acusou de estar “invadindo” o restaurante. Rute contou que preferiu não reagir naquele momento. Pouco depois, ao rir de um comentário feito por uma colega, ela disse que o homem a chamou de “macaca”, em tom de deboche.

O homem foi identificado como Mário Rodrigo Preve, que trabalha como atendente no restaurante Art Grill, localizado na Rua Bispo Coutinho. Rute afirmou que essa foi a primeira vez que enfrentou uma situação desse tipo.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A comerciante declarou que não aceita o ocorrido e que sente tristeza ao vivenciar um episódio de racismo. Ela afirmou que valoriza sua identidade e que considera importante denunciar o caso.

Após o episódio, Rute informou que entrou em contato com o filho e acionou a Polícia Militar de Pernambuco. A corporação enviou uma viatura ao local e conduziu a comerciante até a Delegacia do Varadouro, onde ela registrou boletim de ocorrência por injúria racial.

Segundo Rute, antes de deixar a delegacia, o funcionário apareceu no local acompanhado da proprietária do restaurante onde ele trabalha, identificada como Alexandra. A comerciante relatou que, desde então, enfrenta constrangimentos no ambiente de trabalho.

Ela afirmou que o funcionário segue exercendo suas atividades normalmente e que continua a agir com deboche. Rute disse que se sente abalada com a situação e relatou preocupação com o comportamento do homem e da proprietária do restaurante.

A Polícia Civil investiga o caso para apurar as circunstâncias da denúncia. O boletim de ocorrência formalizou a acusação de injúria racial, e a apuração deve reunir depoimentos e demais elementos para esclarecer os fatos.

O espaço está aberto caso o acusado queira se posicionar sobre o assunto.

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