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Ciclone extratropical provoca caos em São Paulo com ventos, quedas de árvores e apagões

Ventania de até 82 km/h, prejuízos e 738 mil imóveis sem luz marcam a passagem do ciclone em SP.

Pollyana Leite

10 de dezembro de 2025 às 16:08   - Atualizado em 16 de dezembro de 2025 às 14:02

Árvores caídas e equipes de reparo no centro de São Paulo após a ventania causada pelo ciclone.

Árvores caídas e equipes de reparo no centro de São Paulo após a ventania causada pelo ciclone. Foto: Reprodução/IA

O estado de São Paulo vivencia, desde o início desta semana, os efeitos de um forte ciclone extratropical, fenômeno que formou uma frente fria no Sul do país e avançou pelo Sudeste, provocando chuva, ventos intensos e instabilidade no clima. 

Na manhã desta quarta-feira (10), a Defesa Civil do Estado de São Paulo (DC-SP) registrou rajadas de vento de até 82 km/h na capital paulista, o que causou quedas de árvores e deixou mais de 738 mil imóveis sem energia elétrica na Grande São Paulo. Desses, cerca de 522 mil ficam na capital

O impacto se espalhou por várias regiões da cidade. Foram registrados 46 chamados de emergência por quedas de árvores entre a meia-noite e 6h30. Bairros como a Bela Vista (rua Cincinato Braga) e a região da estação Praça da Árvore, na zona sul, relataram danos. No Parque da Água Branca, zona oeste, parte da área precisou ser interditada para avaliação de segurança.

Além do risco direto dos ventos, a instabilidade trouxe chuva volumosa. A manhã de terça (9) amanheceu chuvosa, com precipitações fortes e ventos entre 60 e 70 km/h, conforme dados da previsão do tempo que atrelam a mudança ao avanço de uma área de baixa pressão associada ao ciclone. 

Por conta da gravidade do cenário, o governo estadual decidiu montar um gabinete de crise para monitorar em tempo real ônibus, energia, saúde e infraestrutura. A ideia é coordenar ações emergenciais

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do corte de galhos perigosos à restauração de energia em áreas afetadas.

As regiões Metropolitana da capital, litoral paulista, Vale do Ribeira e interior apresentaram diferentes graus de risco. A DC-SP aponta que Serra da Mantiqueira, Vale do Ribeira, litoral norte, Baixada Santista, Sorocaba, Itapeva e áreas da Grande São Paulo estão entre as mais vulneráveis. 

Mesmo longe do centro do ciclone, o estado sente seus efeitos devido à amplitude do sistema. A circulação de ar quente e úmido, puxada por correntes de vento, intensifica nuvens carregadas, chuva rápida, possibilidade de granizo e ventania. 

Sobre a duração: a previsão indica que os efeitos no estado devem se estender até quinta-feira (11/12), período em que a instabilidade provocada pelo ciclone continua no Sudeste. A Defesa Civil alerta que a chuva volumosa, ventos fortes e risco de tempestades podem persistir nos próximos dias. 

Cenários como queda de energia, troncos de árvores obstruindo ruas, interrupções em serviços públicos e risco para áreas vulneráveis exigem atenção da população. Equipes de emergência seguem mobilizadas. Muitas pessoas acordaram sem luz, ou presenciaram rachaduras, galhos suspensos e transtornos no transporte.

Especialistas já vinham alertando que a combinação de ciclone + frente fria poderia trazer impactos consideráveis para o Sudeste. O volume de chuva e a força do vento geram preocupação especialmente em áreas urbanas, onde a infraestrutura e vegetação convivem em ambiente denso. 

Nas próximas horas, a recomendação permanece: evitar deslocamentos desnecessários, não estacionar veículos sob árvores ou plátanos, manter lanternas e carregadores à mão em caso de nova queda de energia, e seguir as instruções da Defesa Civil. Autoridades mantêm plantão permanente para atender emergências e liberar áreas de risco.

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