Thales Machado atuava na Prefeitura de Itumbiara. Ele era genro do gestor municipal, Dione Araújo (UB). Após receber a notícia, o prefeito sofreu um infarto.
Esposa ao lado do secretário que tirou a própria vida após atirar e matar os filhos, que estão logo abaixo. Foto: Redes Sociais/Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
Horas antes de atirar nos filhos de 12 e 8 anos e tirar a própria vida em seguida, na manhã desta quinta-feira, 12 de fevereiro, o secretário do Governo Municipal de Itumbiara Thales Machado, fez uma publicação nas redes sociais, na noite da quarta (11), com uma mensagem de despedida, gratidão, pedidos de perdão e uma suposta traição cometida pela esposa. Ele era genro do gestor municipal, Dione Araújo (UB). (veja carta abaixo)
O garoto mais velho, Miguel Araújo Machado, foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC), mas não resistiu aos ferimentos. Já o mais novo foi encaminhado em estado grave e internado no Hospital Estadual de Itumbiara, porém veio à óbito.
O caso se passou dentro do condomínio onde a família residia. Até então, não há detalhes sobre como o crime ocorreu.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do ocorrido.
"Difícil começar a escrever, mas tudo tem um fim. E hoje, chegou o nosso. Infelizmente, tentei sempre nesses 15 anos de minha família manter a melhor harmonia e respeito possível. Mas hoje chegou a um limite do improvável.
Minha esposa sai de Itumbiara para São Paulo para encontrar uma pessoa. Dias aqui, difícil. Ela estava diferente há alguns dias e veio a desconfiança, mas nunca imaginava que iria fazer isso. Semana passada ainda falei como sempre: 'se não estivermos bem, vamos manter o respeito e falar antes'; mas não ouviu e preferiu isso de hoje. Triste.
Partimos eu e meus meninos que agora são anjos que infelizmente vieram comigo. A todos, digo que nunca pensei nisso como hoje. Todos sabem como sou intenso e verdadeiro e não iria conseguir viver mais com essas lembranças. À minha família: pai e mãe, agradeço por tudo, sempre. Gratidão.
Dione, meu eterno respeito e admiração, e desculpe pelo que fiz. Sei que não tem perdão, mas foi o que sobrou nesse dia infeliz dos meus 40 anos. Agradecer sempre meus amigos e meus irmãos, por tudo.
Vou estar em algum lugar que não sei onde. Sarah, isso tudo, infelizmente, não era o que queria. Só queria a verdade e o respeito que você infelizmente não teve e ainda com uma pessoa desqualificada e malandro que existe em nossa cidade.
Perdão, Deus, Jesus Cristo, Nossa Senhora Aparecida e Santa Rita de Cássia. Que rogue por mim e que se ainda existir o mínimo de compaixão, me perdoa.
Fiz isso com coração dilacerado e não sei mais o que dizer. Agradecer também a minha cunhada Laura, pessoa íntegra e de um coração enorme. Beijo nos pequenos e cuide de todos. Você é capaz e de uma fé que vejo em poucas pessoas. Fiquem com Deus e me perdoem porque era exatamente a última coisa que eu esperava na vida. E da minha vida, foi o que aconteceu hoje. Fiquem todos com Deus".
Após receber a notícia que seu genro, o secretário do Governo Municipal Thales Machado, ter tirado a própria vida depois de atirar e matar os dois filhos, um menino de 12 anos e outro 8, o prefeito da cidade de Itumbiara, no sul de Goiás, Dione Araújo (UB), sofreu um infarto na manhã desta quinta-feira, 12 de fevereiro.
De acordo com informações preliminares, o gestor do município foi socorrido às pressas e encaminhado para um hospital e tem estado de saúde considerado grave.
A Escola Gabarito, onde filho mais velho, Miguel Araújo Machado, estudava, publicou uma nota de pesar lamentando a morte do garoto.
“Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com seus amigos e familiares, desejando força e conforto a todos”, diz o comunicado.
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Thales Machado era genro do gestor municipal, Dione Araújo (UB), e escreveu, na noite da quarta-feira (11), uma carta aberta nas redes sociais.
As vendas de produtos eletrônicos eram feitas pela plataforma principal, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada.
Juliana, de 27 anos, começou a passar mal rapidamente, com problemas respiratórios. Ela foi levada ao hospital, mas sofreu uma parada cardíaca e morreu.
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