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Briga entre pastores da Assembleia de Deus pode parar no STJ após 7 anos de disputa por igreja

O que era para ser um ambiente de fé e comunhão se transformou, há mais de sete anos, em um campo de disputa judicial, acusações e até violência física.

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30 de junho de 2025 às 14:14   - Atualizado às 14:29

Briga entre pastores da Assembleia de Deus pode parar no STJ

Briga entre pastores da Assembleia de Deus pode parar no STJ Foto: Google Maps

O que era para ser um ambiente de fé e comunhão se transformou, há mais de sete anos, em um campo de disputa judicial, acusações e até violência física. A Igreja Assembleia de Deus de Iparana, localizada em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza, é palco de uma das mais prolongadas e complexas brigas por liderança religiosa no Ceará. O caso, que começou com um afastamento polêmico em 2017, agora pode ser decidido no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O conflito gira em torno de dois nomes: o pastor Luiz Carlos Nascimento Barros, afastado pela Convenção das Assembleias de Deus do Estado do Ceará (Conadec) por suposta “falta gravíssima” — incluindo adultério, álcool e drogas — e o pastor Gleidailson Azevedo, atual presidente do templo, que assumiu a liderança após a saída de Luiz Carlos. Desde então, a comunidade de mais de 2.200 fiéis tem convivido com uma guerra de versões.

Na última semana, o clima se agravou. Policiais foram chamados após uma tentativa de entrada de apoiadores de Luiz Carlos no templo. Um soco no rosto de um vice-líder da igreja e acusações de invasão reacenderam a tensão. De um lado, Gleidailson afirma que o local foi alvo de tentativa de tomada forçada. Do outro, a defesa de Luiz Carlos garante que apenas tentava cumprir uma decisão judicial favorável ao seu retorno.

A disputa, que passou por uma série de recursos e reviravoltas legais, ganhou novo capítulo com um recurso especial protocolado no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) na tentativa de levar o caso ao STJ. O recurso pede a anulação do edital que teria reconduzido Luiz Carlos ao cargo em 2020, sob alegação de fraude e falta de convocação da comunidade.

Enquanto o processo segue, a igreja, que hoje opera sob o nome de Templo Central Independente (TCI) após desligar-se da Conadec, segue com suas atividades religiosas cercada por vigilância particular e clima de tensão. A separação entre fé e política e a autonomia das igrejas, garantidas pela Constituição, estão no centro do embate.

Para muitos fiéis, a situação se tornou espiritualmente desgastante. “A fé está sendo testada mais por dentro do que por fora”, desabafou uma frequentadora que preferiu não se identificar. O desfecho agora depende do STJ — e talvez, segundo os próprios envolvidos, também de um milagre.

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