Cartaz em protesto ao feminicídio no Brasil. Foto: Reprodução
O Brasil atingiu, em 2024, o maior número de feminicídios e estupros desde o início da série histórica. Os dados constam na 19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, divulgado na quarta-feira, 23 de julho pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Segundo o levantamento, foram registrados 1.492 feminicídios no ano passado, um aumento de 0,7% em relação a 2023 e o maior número desde a criação da tipificação penal, em 2015. O estudo também aponta 87.545 casos de violência sexual, crescimento de 0,9% em comparação ao ano anterior.
Do total de homicídios de mulheres, 40,3% foram classificados como feminicídio. Dentre as vítimas, 63,6% eram mulheres negras. Embora todas as mulheres estejam vulneráveis à violência de gênero, o anuário reforça que mulheres pretas têm maior probabilidade de serem vítimas, superando mulheres brancas (35,7%), indígenas (0,6%) e amarelas (0,2%).
A faixa etária mais atingida pelos feminicídios vai dos 18 aos 44 anos, com destaque para o grupo entre 35 e 39 anos. No entanto, o crescimento mais expressivo foi observado entre adolescentes de 12 a 17 anos, com aumento de 30,7% nos assassinatos em relação a 2023. Já entre mulheres com 60 anos ou mais, a alta foi de 20,7%.
O relatório mostra ainda que 64,3% dos crimes ocorreram dentro da casa da vítima, enquanto 21,2% aconteceram em vias públicas. A maioria dos feminicídios foi cometida por companheiros (60,7%) ou ex-companheiros (19,1%). Outros 11% dos casos envolvem parentes próximos.
As armas brancas foram os instrumentos mais usados nos assassinatos (48,4%), seguidas por armas de fogo (23,6%) e agressões físicas (12,6%).
Entre os estados, Mato Grosso (2,5), Mato Grosso do Sul (2,4) e Piauí (2,3) lideram o ranking de feminicídios por 100 mil mulheres, todos acima da média nacional, que é de 1,4. Apesar de apresentarem taxas menores, São Paulo e Rio de Janeiro concentraram juntos 24,1% dos casos registrados no país.
O Distrito Federal, por sua vez, tem a maior proporção de feminicídios em relação ao total de homicídios de mulheres, resultado da política local que determina que todos os assassinatos dolosos de mulheres sejam inicialmente tratados como feminicídios, até que se prove o contrário.
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