Adélio Bispo, autor da facada e momento do ataque a Bolsonaro. Fotos: Divulgação e Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
O autor da facada de Jair Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República em 2018, passará por uma nova avaliação psiquiátrica nos próximos dias, no Presídio Federal de Campo Grande, localizado em Mato Grosso. O resultado vai averiguar se Adélio Bispo, de 47 anos, ainda apresenta risco à sociedade.
Uma dupla de psicólogos será enviada à unidade prisional para conduzir a análise clínica. Os profissionais vão verificar se o homem possui transtornos mentais que justifiquem a classificação de alta periculosidade, assim como a avaliação servirá para averiguar se é necessário prorrogar ou revisar sua medida de segurança. Caso a medida de segurança seja mantida, o laudo vai mostrar em quanto tempo Adélio deverá ser submetido a uma reavaliação.
Porém, se o resultado apontar que o detento não oferece mais riscos, ele poderá ser liberado. Tendo em vista que Adélio não cumpre pena, mas medida de segurança, a possível alta significaria o retorno à liberdade e com possibilidade de acompanhamento ambulatorial, se a Justiça determinar.
Com relatórios médicos que apontam piora no quadro clínico da saúde mental do preso, Adélio vive em isolamento e recusa atividades prisionais.
O ataque aconteceu em 6 de setembro de 2018, durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Bolsonaro, à época filiado ao PSL, cumprimentava eleitores quando foi atingido no abdômen por um golpe de faca.
O agressor foi imediatamente contido por apoiadores e detido pela Polícia Federal (PF). Bolsonaro foi socorrido e submetido a uma cirurgia de emergência na Santa Casa de Juiz de Fora, permanecendo internado por semanas e passando por diversos procedimentos médicos posteriores.
Adélio Bispo, natural de Montes Claros (MG), foi denunciado por atentado pessoal por inconformismo político. Durante as investigações, a Polícia Federal concluiu que ele agiu sozinho, sem vínculo com organizações ou mandantes. A perícia psiquiátrica determinada pela Justiça revelou que Adélio sofre de transtorno delirante persistente, quadro que o torna inimputável, ou seja, incapaz de responder penalmente pelos próprios atos.
Em 2020, a Justiça Federal decidiu pela manutenção da internação de Adélio em um presídio federal de segurança máxima, em Campo Grande (MS), onde permanece sob medidas de segurança. O Ministério Público Federal (MPF) e a defesa pediram sucessivas reavaliações médicas, mas os laudos indicam que ele ainda apresenta risco à sociedade.
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