Os relatos históricos narram os comportamentos de reis, imperadores, presidentes, líderes religiosos e de facção criminosas.
05 de janeiro de 2026 às 11:07 - Atualizado em 09 de janeiro de 2026 às 14:18
Raposas no galinheiro. Foto: Reprodução IA
Quando a nação é governada por tiranos, ditadores e messias, chegamos ao século XXI com os mesmos vícios da Idade da Pedra. Nos quatro períodos da História — Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea — sempre convivemos com loucos e “santos”. Nada mudou.
Isso acontece porque o perfil dos governantes se repete? Ou porque nós carregamos essas pulsões na alma, nas entranhas psíquicas, na formação, na genética e até na epigenética? Não adianta tentar finalizar esse ciclo: ele é nosso.
Os relatos históricos narram, de forma recorrente, os comportamentos de reis, imperadores, presidentes, líderes religiosos e chefes de facções criminosas. Todos parecem desejar a mesma coisa: controle, obediência, domínio, castigo. Reinar sobre o outro. Punir. Submeter.
É o espírito sádico que habita os deuses — deuses que gozam com o sofrimento alheio. E nós, os masoquistas, entregamos obediência total ao sagrado que dita regras, mata, esfola e sente prazer com a nossa dor.
O imperialismo americano priorizou a religião como uma poderosa forma de controle social. A educação foi profundamente enraizada em mitos religiosos, e as próprias universidades surgiram dessa teia de crenças. Tudo estruturado como mecanismo de dominação e manutenção de poder.
Na Ásia, a doutrinação da população ocorreu pela substituição dos deuses tradicionais por ideias estapafúrdias e narrativas filosóficas transformadas em dogmas.
No Egito Antigo, o faraó era endeusado. Hoje, Donald Trump é venerado por uns, enquanto Nicolás Maduro, o “satanás venezuelano”, é odiado. Qual a diferença entre Trump e Maduro? O Ocidente tem o seu próprio Deus e o seu inferno, ambos criados pela civilização.
A Ásia tem o Partido Comunista e seus mitos, que impõem medo à população e ceifam vidas quando desejam.
Vivemos um momento de expectativa, como se alguém estivesse prestes a apertar o botão atômico para destruir esse mundo de faz de contas.
O ano começa disfarçado de novo, mas as raposas já estão dentro do galinheiro, pintando e bordando. A mídia, cega e surda, grita. Grita sem parar. Promove histeria para ocultar a verdadeira realidade.
Agora, a casa está caindo. Os povos têm acesso à informação, mas ficam perdidos. Como desintoxicar os alimentos que foram lançados aos cérebros e hoje governam nossas vidas?
Romper com isso é uma morte psíquica anunciada. Estamos presos em uma matrix. Resta furar a bolha e aprender a viver nesta dimensão.
Feliz Ano Novo para quem? Para as raposas?
Porque os pintos, os franguinhos, as galinhas e os galos serão abatidos.
Abatidos.
Acorde antes que as raposas abatam todos nós.
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"O fuxiqueiro sai da depressão e estimula a dopamina, mas isso deixa esse militante ansioso, pois fica com a "língua coçando" para contar e falar da vida do outro", diz colunista.
Desde a primitividade, quando esse humano começou a se organizar em grupos para sobreviver ao caos, ele criou artifícios para dominar o próximo", escreveu o colunista.
" Esse episódio é um exemplo emblemático da silenciosa crise da saúde mental no país, que só é amplamente discutida após eventos trágicos", escreveu o colunista.
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