O humano inventou e o diabo adotou, artigo de Edinázio Vieira. Foto: Reprodução/IA
O humano inventou e o diabo adotou. Talvez o leitor imagine que vou falar de religião, entretanto, é preciso incluir a mitologia nesse cenário, pois a humanidade resolveu percorrer caminhos estranhos e místicos.
O livro de Apocalipse 13:17, menciona: "Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.”, isto é, pode ser um número ou nome que simbolize essa ideia.
O humano criou o smartphone, nele as pessoas fazem todos os tipos de transações e isso está cada vez mais frequente. As vendas e compras online irão aumentar e superar em breve o comércio presencial.
A neurociência pode comprovar que quando uma pessoa manuseia constantemente um produto ou um instrumento, esse passa a fazer parte do corpo, neuroimagens dos cérebros de tenistas podem comprovar que a cartografia cerebral simula que o tamanho das mãos desses jogadores vão além da realidade, o cérebro cartógrafa as mãos além dessas, as mãos imaginárias se confundem com a dimensão das raquetes, ou seja, a mão é do tamanho da raquete, essa é a leitura do cérebro. Então, o equipamento passa a fazer parte do corpo das pessoas que se apegam muito a outra, e quando existe a separação há danos irreparáveis.
O cérebro sentirá falta, pois esse objeto incorporou como membro, Em muitos casos do luto, o parceiro não supera e morre logo em seguida.
O aparelho celular há décadas vem influenciando as pessoas, hoje é essencial para todas as atividades. Ele faz parte da vida dos humanos, mas os insetos e outros animais não se conectaram a esse instrumento.
Ao longo dos anos, esse aparelho foi ficando cada vez mais insubstituível e causou ao cérebro dependência e, quando esse é utilizado com mais frequência, durante mais tempo, o cérebro vai incorporando como parte do corpo humano. Hoje é comum observar crianças quase recém nascidas vidradas no aparelho celular.
Segundo a profecia bíblica e utilizando da mitologia satânica, o aparelho celular é a cocaína perfeita para essa geração. Ricos, pobres, reis, rainhas, imperadores, suditos , negros e brancos se escravizaram dessa invenção.
A ciência comprova que o cérebro incorporou essa imagem da besta, tatuou na testa, essa figura está fixada no lobo frontal e no córtex pré-frontal, ou seja, por trás da testa, dentro.
Há uma pandemia de desequilíbrio psíquico, há um déficit cognitivo provocado pelo uso contínuo das telas, da magia das redes sociais, há um abuso de navegação no mundo abstrato, o cérebro humano não está preparado para essa ingerência contemporânea, a mente abstrai o tempo inteiro e aceitou essa "cocaína”, essa "substância" abstrata que chega aos lobos através dos olhos e ouvidos, além do próprio manuseio com a "peste", pois permite a dependência e o compartilhamento com parte do corpo.
Tudo pelo bem da nova era, dado pelo avanço tecnológico, tudo pelo século XXI, tudo pela extinção dos sapiens.
Por Edinázio Vieira
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07:34, 13 Fev
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"O fuxiqueiro sai da depressão e estimula a dopamina, mas isso deixa esse militante ansioso, pois fica com a "língua coçando" para contar e falar da vida do outro", diz colunista.
Desde a primitividade, quando esse humano começou a se organizar em grupos para sobreviver ao caos, ele criou artifícios para dominar o próximo", escreveu o colunista.
"O caos atômico assombra o mundo; contudo, existe uma arma mais destrutiva que o átomo: a loucura humana", escreveu o colunista.
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