" Esse episódio é um exemplo emblemático da silenciosa crise da saúde mental no país, que só é amplamente discutida após eventos trágicos", escreveu o colunista.
Jovem foi morto por uma leoa após invadir jaula. (Fotos: Reprodução/ Redes Sociais)
Recentemente, um jovem de 18 anos subiu numa árvore e invadiu o local reservado à leoa em um zoológico, resultando em uma tragédia que chamou imensa atenção nacional. Esse episódio é um exemplo emblemático da silenciosa crise da saúde mental no país, que só é amplamente discutida após eventos trágicos.
Tragédias recentes e os transtornos mentais negligenciados
Em novembro de 2025, casos trágicos trouxeram à tona a gravidade do problema: um funcionário atacou duas colegas de trabalho, assassinou duas professoras e cometeu suicídio; ele tinha diagnóstico psiquiátrico.
Outro caso, conhecido como o do "vaqueirinho", apresentava histórico familiar e comportamento esquizofrênico, mas nunca recebeu tratamento adequado.
Ainda em Recife, um homem incendiou a própria casa, matando sua esposa e filhos. Em todas essas situações, sinais e sintomas claros de transtornos mentais foram ignorados ou negligenciados pela sociedade.
O ciclo de silêncio e histeria coletiva
Essas tragédias não ocorrem por acaso. Os sinais manifestados no comportamento e na fala dessas pessoas são evidentes e circulam nas comunidades, mas muitas vezes são considerados normais ou simplesmente desvalorizados.
Após os episódios, a reação coletiva se resume a manchetes sensacionalistas e entrevistas superficiais, seguidas por um silêncio vazio que permite que o ciclo se repita.
A insuficiência dos recursos e o impacto da comunicação digital
A carência de profissionais qualificados para saúde mental no Brasil é alarmante e contribui para a escalada das tragédias. Paralelamente, a comunicação contaminada pelas redes sociais, sem responsabilidade nem lastro crítico, amplifica a desinformação e a vulnerabilidade emocional da população, agravando o contexto.
Necessidade urgente de ações efetivas
O país precisa urgentemente implementar projetos interventivos, pedagógicos e curativos na área da saúde mental, com foco na prevenção e no tratamento contínuo.
Sem esses freios e cuidados, o Brasil corre o risco de se tornar um grande hospício, fenômeno não só institucional, mas social e cultural, que exige atenção imediata.
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"O fuxiqueiro sai da depressão e estimula a dopamina, mas isso deixa esse militante ansioso, pois fica com a "língua coçando" para contar e falar da vida do outro", diz colunista.
Desde a primitividade, quando esse humano começou a se organizar em grupos para sobreviver ao caos, ele criou artifícios para dominar o próximo", escreveu o colunista.
"O caos atômico assombra o mundo; contudo, existe uma arma mais destrutiva que o átomo: a loucura humana", escreveu o colunista.
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