Ataque a escola em Pernambuco. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Quando somos desmamados, somos levados para um convívio coletivo, e o local mais apropriado é a escola. É o primeiro grande rompimento, o desmame forçado da família, jogando a criança no desconhecido.
Nesse momento, a criança passa a conviver com pessoas desconhecidas que a castigam no cumprimento de velhas e novas regras. Para tentar fugir de um campo totalmente desconhecido, apelidam as cuidadoras ou educadoras de “tias”, tentando simbolicamente criar uma nova comunidade ou família.
A grande questão é o despreparo do poder público responsável pela criação das normas e regras escolares, cujas leis são elaboradas e votadas por uma decadente categoria política.
Segue-se com governos oferecendo ensino de baixíssima categoria e professores ultrapassados, sem reciclagem adequada.
Nesse ambiente, onde se misturam pulsão, fantasia e disciplina, forma-se um tipo de humano que, ao atingir maior idade, segue um caráter perverso ou submisso.
Contudo, quero focar no ambiente escolar, onde o terror é absolutamente terrível: a convivência na escola pública, com insegurança dentro e fora dela, cercada por comunidades carentes e abrigando também alunos de famílias desajustadas, acolhidos por gente da mesma espécie.
Sei que os atuais educadores das escolas públicas se esforçam por um ensino de melhor qualidade e buscam resultados. Contudo, não têm a reciprocidade do poder público, que trabalha apenas com percentuais e números, enquanto o professor trabalha o humano, com pessoas.
Combater a violência na escola é um processo de entendimento de gente e acolhimento. É necessário prevenção e educação.
Escolas são muito parecidas com prisões na sua arquitetura e metodologia disciplinar. Se essa é a essência, estamos na contramão.
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"Em pleno século XXI, escândalos sexuais já derrubaram reis, príncipes e governantes, expondo a fragilidade do poder diante dessas pulsões", escreveu o colunista.
"O fuxiqueiro sai da depressão e estimula a dopamina, mas isso deixa esse militante ansioso, pois fica com a "língua coçando" para contar e falar da vida do outro", diz colunista.
Desde a primitividade, quando esse humano começou a se organizar em grupos para sobreviver ao caos, ele criou artifícios para dominar o próximo", escreveu o colunista.
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