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ARTIGO: Sintomas diagnosticados como depressão podem ser frescuras ou mi-mi-mi – Por Edinázio Vieira

"Tem muita gente que se automedica e já faz o seu próprio diagnóstico do transtorno, e outros são diagnosticados como depressivo", escreve o colunista.

Edinázio Vieira

05 de agosto de 2024 às 15:32   - Atualizado às 17:14

Edinázio Vieira.

Edinázio Vieira. Edinázio Vieira.

Com tantas farmácias por aí afora e com a grande quantidade de indústrias farmacêuticas no mundo, o transtorno depressivo é uma coisa lucrativa. Assim, os diagnósticos são inventados em cada esquina e os neuróticos copiam esses sintomas. Os histéricos absorvem os traços da depressão automaticamente, basta alguém dizer que está sem dormir que esses grupos tentam conseguir as receitas para comprar o Rivotril da vida ou pegar a "droga" com o vizinho.

Tem muita gente que se automedica e já faz o seu próprio diagnóstico do transtorno, e outros são diagnosticados como depressivo. Contudo, esses trabalham, fazem sexo, vão ao campo de futebol, aos restaurantes, fazem compras, consomem essas “drogas” e se dizem depressivos. Então, significa que grande da parte da população pode ter outro problema e o diagnóstico está errado.

Tristeza todo mundo tem, dias ruins também, mas o que percebemos é a indústria dos diagnósticos do transtorno de depressão está cada vez mais forte. Essa situação vem dos EUA, onde o consumo das drogas antidepressiva galopou, e hoje a população brasileira está viciada em opioides. O luto ocorre com todos os humanos, e nessa época é comum encontrar as pessoas sem energia e decepcionadas. É necessário elaborar esse luto, quando isso não ocorre, vem a melancolia, o choro constante, o isolamento e, quando não tratado, surge a depressão, onde o “mundo” da pessoa desaparece e ela perde totalmente o vínculo com ela mesma e com o mundo exterior.

A contemporaneidade conduziu as pessoas a novos hábitos que causam ansiedade e outros tipos de transtornos mentais. No entanto, o cérebro perdeu características e passa por processos robóticos, repetitivos e "frios", perdendo toda relação com o outro, como se fosse apenas máquina ou orgânico. O cérebro está além de qualquer órgão, pois podemos afirmar que ele faz parte do Sistema Nervoso Central (SNC) e não é um emaranhado de fios ou chips.

Essa modernidade está fabricando humanoides, pessoas que nascem de humanos, mas perderam as suas características. Bem-vindo à Matrix (filme de ficção)! Estamos em transição: os velhos humanos estão criando os pequenos notáveis (filhos) que estão deixando de ser humano na sala da sua casa.

O uso desenfreado de smartphones, iPads, iPhones e óculos virtuais vêm afastando a nova geração do mundo real e construindo uma confusão mental, fabricando uma nova “realidade”.

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