"Tem muita gente que se automedica e já faz o seu próprio diagnóstico do transtorno, e outros são diagnosticados como depressivo", escreve o colunista.
Edinázio Vieira. Edinázio Vieira.
Com tantas farmácias por aí afora e com a grande quantidade de indústrias farmacêuticas no mundo, o transtorno depressivo é uma coisa lucrativa. Assim, os diagnósticos são inventados em cada esquina e os neuróticos copiam esses sintomas. Os histéricos absorvem os traços da depressão automaticamente, basta alguém dizer que está sem dormir que esses grupos tentam conseguir as receitas para comprar o Rivotril da vida ou pegar a "droga" com o vizinho.
Tem muita gente que se automedica e já faz o seu próprio diagnóstico do transtorno, e outros são diagnosticados como depressivo. Contudo, esses trabalham, fazem sexo, vão ao campo de futebol, aos restaurantes, fazem compras, consomem essas “drogas” e se dizem depressivos. Então, significa que grande da parte da população pode ter outro problema e o diagnóstico está errado.
Tristeza todo mundo tem, dias ruins também, mas o que percebemos é a indústria dos diagnósticos do transtorno de depressão está cada vez mais forte. Essa situação vem dos EUA, onde o consumo das drogas antidepressiva galopou, e hoje a população brasileira está viciada em opioides. O luto ocorre com todos os humanos, e nessa época é comum encontrar as pessoas sem energia e decepcionadas. É necessário elaborar esse luto, quando isso não ocorre, vem a melancolia, o choro constante, o isolamento e, quando não tratado, surge a depressão, onde o “mundo” da pessoa desaparece e ela perde totalmente o vínculo com ela mesma e com o mundo exterior.
A contemporaneidade conduziu as pessoas a novos hábitos que causam ansiedade e outros tipos de transtornos mentais. No entanto, o cérebro perdeu características e passa por processos robóticos, repetitivos e "frios", perdendo toda relação com o outro, como se fosse apenas máquina ou orgânico. O cérebro está além de qualquer órgão, pois podemos afirmar que ele faz parte do Sistema Nervoso Central (SNC) e não é um emaranhado de fios ou chips.
Essa modernidade está fabricando humanoides, pessoas que nascem de humanos, mas perderam as suas características. Bem-vindo à Matrix (filme de ficção)! Estamos em transição: os velhos humanos estão criando os pequenos notáveis (filhos) que estão deixando de ser humano na sala da sua casa.
O uso desenfreado de smartphones, iPads, iPhones e óculos virtuais vêm afastando a nova geração do mundo real e construindo uma confusão mental, fabricando uma nova “realidade”.
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Quando um homem agride, ameaça ou mata uma mulher, ele não age por ignorância, mas por convicção de que poderá recuperar sua liberdade em pouco tempo.
São os guerreiros das timelines, os soldados das notificações, os defensores da causa invisível.
"O fuxiqueiro sai da depressão e estimula a dopamina, mas isso deixa esse militante ansioso, pois fica com a "língua coçando" para contar e falar da vida do outro", diz colunista.
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