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ARTIGO: A miséria, o desemprego e a discriminação podem causar ansiedade - Por Edinazio Vieira

"Além disso, a baixa de escolaridade e estimulação cognitiva devem trazer prejuízos de auto baixa estima, ansiedade e a depressão", escreve colunista.

Fernanda Diniz

13 de setembro de 2024 às 17:03   - Atualizado às 17:14

Artigo.

Artigo. Foto: Arte/Portal de Prefeitura

Contas para pagar, aluguel atrasado e o desemprego podem acelerar os casos de ansiedade, segundo pesquisas. Os ganhadores do Prêmio Nobel de Economia, o psicólogo israelense Daniel K. e o economista americano Angus Deaton, exibiram que, com mais dinheiro, as pessoas alcançam elevado índice de bem-estar e satisfação pessoal. Esse estudo, realizado entre 2001 e 2002, também apresentou uma inclinação em relação ao teto salarial: quando o indivíduo alcançava esse teto, o bem-estar estagnava. Entretanto, em 2021, outros estudos e pesquisas desmontaram que as pessoas que ganhavam mais e possuíam mais recursos eram mais felizes.

Ao analisar o aparelho psíquico e observar seu funcionamento, percebe-se os conflitos entre o ter e o não ter. A modernidade e o processo civilizatório despertaram desejos até então desconhecidos, gerando conflitos entre id e o ego, provocando transtornos psíquicos. Se adentramos no campo da psicologia, observamos uma pessoa modesta, sem posses, que lida com as dificuldades de moradia, alimentação e a falta de produtos básicos, enquanto, ao mesmo tempo, entra nas redes sociais e vê um mundo falso, cheio de glamour e de facilidade. Qual é o nível de frustração dessa pessoa?

Os conflitos entre o seu real e ficção conduzirão essa pessoa a vários questionamentos, e a perspectiva do ter poder de compra e a falta pode envolver a população ou os grupos carentes em frustrações constantes. Além disso, a baixa de escolaridade e estimulação cognitiva devem trazer prejuízos de auto baixa estima, ansiedade e a depressão.

A maioria dos trabalhadores possuem jornadas longas e repetitivas e, ao longo do dia, enfrenta problemas de transporte, passa uma boa parte do seu tempo se locomovendo entre local de trabalho e a residência, e vice-versa, além de complicações com assistência médica, baixo poder aquisitivo, dificuldades de moradia e deficiência no lazer. Diferente dos trabalhadores europeus e americanos, que se deslocam entre continentes nas férias, os brasileiros ficam enclausurados num cubículo onde residem e muitos em conflitos com a família. Tudo isso eleva o percentual de estresse, aumentando os índices dos mais variados transtornos mentais.

O Brasil é campeão absoluto de ansiedade, pois as condições de pobreza extrema conduzem a população a buscar alternativas pouco saudáveis, como consumo excessivo de álcool, vícios em drogas e a violência, que empurra a população para os transtornos de ansiedade, depressão e TOC.

Existe um mito de que dinheiro não traz felicidade, contudo, a máscara caiu. Pesquisas e estudos recentes exibem a dura realidade, infelicidade tem nome: falta de dinheiro. E ainda pode levar as pessoas à loucura, surtos psicóticos e ao crime.

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