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Pernambuco deve registrar temperaturas acima da média até dezembro por conta do El Niño, prevê Apac

Previsão para o último trimestre de 2026 aponta risco de agravamento da estiagem da umidade do solo e impactos na agricultura, pecuária e áreas urbanas

Ricardo Lélis

14 de outubro de 2026 às 19:01   - Atualizado às 19:04

Mulher bebendo água devido ao calor.

Mulher bebendo água devido ao calor. Foto: EPTV/Reprodução

Pernambuco deve enfrentar temperaturas acima da média entre outubro e dezembro de 2026, segundo a previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

O cenário indicado para o último trimestre do ano aumenta a preocupação com o agravamento da estiagem da umidade do solo e os possíveis impactos sobre a agricultura, a pecuária e as condições de conforto térmico nas cidades.

Entre os fatores observados está o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que avança e pode provocar alterações no regime de chuvas. Esse fenômeno está associado ao El Niño, que influencia a circulação atmosférica e pode modificar os padrões climáticos em diferentes regiões.

A previsão reforça a importância do monitoramento das condições oceânicas e atmosféricas para avaliar os riscos climáticos em Pernambuco. Além do Pacífico, as características do Oceano Atlântico Tropical também exercem influência sobre a distribuição das chuvas no Nordeste brasileiro.

Embora a indicação de temperaturas acima da média aponte para um período potencialmente mais quente, os efeitos sobre as chuvas e a disponibilidade de água dependem da interação entre diferentes fatores climáticos.

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Calor pode aumentar os impactos na agricultura e na pecuária

O aumento das temperaturas pode ampliar o estresse hídrico das culturas agrícolas, especialmente em áreas onde a umidade do solo já esteja comprometida. Com menos água disponível para as plantas, a produção rural pode enfrentar dificuldades, dependendo das condições de cada localidade e das necessidades das culturas cultivadas.

Na pecuária, as temperaturas elevadas também representam um fator de atenção. O estresse térmico nos rebanhos pode afetar o bem-estar dos animais e exigir cuidados adicionais dos produtores para reduzir os efeitos do calor.

O cenário previsto pela Apac destaca a necessidade de acompanhar as condições climáticas para orientar decisões relacionadas ao manejo agrícola e à criação de animais. A disponibilidade de água e a evolução da umidade do solo são aspectos importantes para avaliar a intensidade dos possíveis impactos ao longo do trimestre.

Nas cidades, a combinação de temperaturas elevadas com características da ocupação urbana pode intensificar o desconforto térmico. Regiões com pouca vegetação e grande concentração de superfícies como asfalto e concreto estão mais sujeitas à formação de ilhas de calor, fenômeno em que determinadas áreas urbanas registram temperaturas superiores às de seus arredores.

El Niño e condições do Atlântico estão no radar

O monitoramento do El Niño é considerado importante para compreender possíveis mudanças no comportamento das chuvas. O fenômeno ocorre quando há aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial e pode alterar padrões de circulação atmosférica em diferentes partes do planeta.

No Nordeste brasileiro, porém, a distribuição das chuvas também recebe influência das condições do Atlântico Tropical. Por isso, a análise conjunta dos dois oceanos é necessária para avaliar a evolução do cenário climático e seus possíveis efeitos em Pernambuco.

A intensidade do El Niño e as características das águas do Atlântico podem contribuir para diferentes configurações de chuva e temperatura. O acompanhamento desses indicadores permite aprimorar as avaliações de risco e subsidiar decisões de setores que dependem das condições do tempo.

Para o período entre outubro e dezembro de 2026, a previsão apresentada pela Apac aponta temperaturas acima da média em todo o estado. A possibilidade de agravamento da estiagem da umidade do solo permanece entre os pontos de atenção, especialmente diante dos potenciais reflexos sobre as atividades rurais e a vida nas cidades.

O acompanhamento das atualizações meteorológicas e climáticas será importante para compreender como essas condições vão evoluir durante os próximos meses. As informações também poderão auxiliar o planejamento de ações voltadas à agricultura, à pecuária e à gestão dos recursos hídricos em Pernambuco.

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