Nuvens em espiral evidenciam o ciclone extratropical que se aproxima e intensifica o risco de ventania e chuva forte. Foto: Reprodução/IA
Na manhã desta terça-feira, autoridades meteorológicas emitiram alerta vermelho para partes do Sul do Brasil. A causa é a aproximação de um ciclone extratropical, que combina ar quente e frio e agrava condições de tempo já instáveis. O fenômeno põe em risco Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com chuvas intensas, ventos fortes e até risco de granizo.
Um ciclone extratropical surge quando uma massa de ar frio avança e encontra outra mais quente, gerando um sistema de baixa pressão. O contraste de temperatura entre essas massas cria instabilidade, nuvens carregadas, ventos e chuvas intensas. Com o deslocamento e rotação desse sistema, o tempo muda rapidamente, e o ar frio assume o lugar do ar quente, provocando queda de temperaturas.
Os impactos do fenômeno costumam variar conforme sua intensidade. Em cenários moderados, traz chuvas e ventos leves, com leve queda de temperatura. Em situações mais severas, pode causar enchentes, alagamentos, destelhamentos, quedas de árvores, interrupção de energia e até riscos à vida.
No Sul do Brasil, os ciclones extratropicais ocorrem com certa frequência entre outono e inverno, quando massas polares ganham força e avançam em direção à costa. A combinação de mar agitado, ventos fortes e chuvas pesadas pode gerar problemas tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Nesta onda de instabilidade, o órgão responsável pelo alerta apontou risco de acumulados de chuva acima de 100 mm ao longo do dia, com possibilidade de 60 mm em apenas uma hora. Além disso, há chance de granizo e rajadas de vento que podem superar 100 km/h.
Regiões costeiras enfrentam risco extra por causa da agitação do mar. A elevação do nível das águas e ressacas podem ameaçar comunidades litorâneas, comprometer a pesca e causar inundações em áreas baixas.
Para quem vive nas áreas afetadas, a recomendação é redobrar a atenção: evitar sair de casa sem necessidade, especialmente à noite; proteger imóveis contra ventos fortes; e acompanhar comunicados oficiais da Defesa Civil e do órgão meteorológico local. No litoral, é importante evitar deslocamentos de barco e atividades no mar.
Desde cedo, as previsões já alertavam para risco elevado. O sistema se formou rapidamente e se intensificou com a presença de uma frente fria. Essa combinação favoreceu o agravamento do clima e elevou o grau de alerta.
O contexto atual gera apreensão. Famílias e comunidades costeiras devem observar as orientações. A estrutura frágil de algumas casas pode não resistir a ventos intensos. Serviços públicos, como energia elétrica, transporte e comunicação, também correm risco de falhas.
Além dos transtornos no cotidiano, o fenômeno reforça a vulnerabilidade natural das regiões mais expostas, especialmente áreas litorâneas e com infraestrutura limitada. A combinação de chuvas, vento e mar agitado pode comprometer ruas, pontes, energia e o tráfego.
2
3
4
03:18, 13 Fev
24
°c
Fonte: OpenWeather
De acordo com o comunicado, a atuação do Vórtice Ciclônico em Altos Níveis, em associação com a confluência dos ventos em baixos níveis é o responsável pela condição climática.
A atualização reforça a necessidade de atenção da população que vive nessas áreas, especialmente em locais com histórico de alagamentos.
O Inmet orienta que a população evite enfrentar o mau tempo e fique atenta a sinais de risco, como alterações em encostas.
mais notícias
+