Filme O Agente Secreto é estrelado por Wagner Moura Foto: Victor Jucá/Divulgação
Na manhã desta segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, o mundo do cinema acordou com uma notícia que agitou o Brasil: Wagner Moura foi indicado ao Globo de Ouro 2026 na categoria de Melhor Ator em Filme de Drama por sua performance avassaladora em "O Agente Secreto". O anúncio, transmitido ao vivo no YouTube pelos atores Marlon Wayans e Skye P. Marshall, colocou o longa dirigido por Kleber Mendonça Filho no centro das atenções globais, com três indicações no total.
Mais do que uma simples nomeação, essa conquista representa um divisor de águas para o cinema brasileiro, que segue pavimentando seu caminho em premiações de peso. "O Agente Secreto" não só compete como Melhor Filme de Drama e Melhor Filme em Língua Não-Inglesa, mas também carrega nas costas a atuação de Moura como Marcelo, um professor universitário marcado pela ditadura militar. A trama, ambientada no Recife dos anos 1970, mergulha nas sombras do regime autoritário, explorando reencontros familiares sob o risco constante de repressão.
Imagine voltar à cidade natal para abraçar o filho caçula, sabendo que cada esquina pode ser uma armadilha. É exatamente isso que Wagner Moura vive na pele de Marcelo, fugindo de um passado misterioso e colidindo com a ditadura em pleno vigor no Recife de 1977. O filme, um thriller político tenso, mistura suspense com reflexões profundas sobre memória, traição e resistência, tudo costurado pela direção precisa de Kleber Mendonça Filho, conhecido por obras impactantes como "Bacurau".
O elenco estelar reforça o calibre da produção: Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Isabél Zuaa e Alice Carvalho dividem as telas com Moura, criando um mosaico de personagens que ecoam as feridas abertas da história brasileira. Lançado com pompa em festivais internacionais, o longa já coleciona prêmios que pavimentam sua trajetória. Semana passada, por exemplo, levou o troféu de Melhor Filme Internacional no New York Film Critics Circle Awards, com Moura também coroado como Melhor Ator.
Em maio, Cannes rendeu o Prêmio da Crítica, sinalizando que Hollywood não ignora mais o talento tupiniquim. Agora, com o Globo de Ouro na mira – evento marcado para 11 de janeiro de 2026 –, o filme se posiciona como forte concorrente ao Oscar, onde representa o Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional. Essa sequência de reconhecimentos não é acaso; é fruto de uma narrativa que ressoa universalmente, misturando intimismo familiar com o horror político.
Wagner Moura não terá moleza na categoria de Melhor Ator em Filme de Drama. Enfrentará gigantes como Joel Edgerton ("Train Dreams"), Oscar Isaac ("Frankenstein"), Dwayne Johnson ("The Smashing Machine"), Michael B. Jordan ("Sinners") e Jeremy Allen White ("Springsteen: Deliver Me From Nowhere"). Cada um traz bagagem pesada: Isaac revive o monstro de Mary Shelley, Jordan mergulha em dramas sobrenaturais, e Johnson encarna lutadores implacáveis.
Na briga pelo Melhor Filme de Drama, "O Agente Secreto" rivaliza com "Frankenstein", "Hamnet", "Foi Apenas um Acidente", "Valor Sentimental" e "Pecadores". Já em Língua Não-Inglesa, mede forças com produções da França, Coreia do Sul, Noruega, Tunísia e mais. Analistas já veem Moura como favorito em algumas previsões da Variety, graças à autenticidade que imprime ao papel.
Desde "Tropa de Elite", que o catapultou internacionalmente, Wagner Moura constrói uma carreira de camaleão. Sua passagem por "Narcos" rendeu outra indicação ao Globo de Ouro em 2015, mas agora, no cinema autoral, ele atinge novo patamar. Aos 49 anos, o baiano de Salvador prova que o sotaque nordestino pode dominar tapetes vermelhos globais.
Famosos como colegas de elenco e diretores celebraram nas redes: posts de Gabriel Leone e Isabél Zuaa transbordam orgulho nacional. Essa indicação não é isolada; reflete um cinema brasileiro em ascensão, após Fernanda Torres vencer na mesma premiação em 2025 por "Ainda Estou Aqui".
O impacto vai além das estatuetas. "O Agente Secreto" reacende debates sobre a ditadura, obrigatória em tempos de polarização. Público lota salas, e streaming deve ampliar alcance pós-premiação. Para os fãs, é o momento de torcer: será que Moura leva o troféu para casa?
Kleber Mendonça Filho, apesar de não indicado como diretor, celebra o marco para o audiovisual nacional. Sua visão periférica, sempre crítica ao poder, ganha eco hollywoodiano. O filme, financiado por coproduções internacionais, mostra que parcerias globais rendem frutos.
Enquanto a cerimônia se aproxima, o Brasil segura a respiração. Uma vitória de Wagner Moura não só premiaria talento individual, mas consagraria uma narrativa que resgata memórias silenciadas. O cinema nacional, outrora periférico, agora dita o ritmo das grandes ligas. Prepare-se: 2026 pode ser o ano do Brasil em Hollywood.
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