Na semana anterior, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia ordenado a transferência de R$ 18,35 milhões bloqueados das contas da plataforma e da Starlink para a União.
X/Twitter voltou no Brasil? Usuários relatam funcionalidade do aplicativo. Foto: Reprodução. Edição: Portal de Prefeitura
Nesta quarta-feira, 18 de setembro, usuários do X (antigo Twitter) celebraram o retorno da plataforma após quase 20 dias de bloqueio. Frases como "O Twitter voltou" e "Gente o Twitter" dominaram os Trending Topics, acumulando 14,5 mil e 18,5 mil publicações, respectivamente.
A funcionalidade da plataforma é limitada para os aplicativos de celulares. O Supremo Tribunal Federal (STF) e a Anatel, não se posicionaram sobre o assunto.
Na semana anterior, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia ordenado a transferência de R$ 18,35 milhões bloqueados das contas do X e da Starlink para a União. O valor refere-se a multas aplicadas à plataforma por descumprimento de decisões judiciais.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a transferência, para os cofres de União, de R$ 18,35 milhões bloqueados do X (antigo Twitter) e da empresa de internet via satélite Starlink em razão das multas por descumprimento de decisões judiciais por parte da rede social. Como o valor foi suficiente para cobrir as sanções, Moraes ordenou o desbloqueio das contas e bens das empresas do bilionário Elon Musk.
A decisão foi assinada na última quarta, 11 de setembro, e quinta-feira, 12 de setembro, o Citibank e o Itaú informaram ao Supremo que efetivaram as transferências para as contas da União. A ordem de desbloqueio imediato dos ativos, veículos e imóveis das empresas foi encaminhado ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários e aos sistemas de bloqueios do Judiciário.
O bloqueio às contas da Starlink foi determinado por Moraes sob o argumento de que a empresa pertencia a um "grupo econômico de fato" sob comando de Musk. A medida visava garantir o pagamento de multas impostas ao X em razão da desobediência de decisões judiciais.
A decisão que suspendeu o X segue em vigor. A medida foi determinada após a empresa não nomear um representante legal no País. A Primeira Turma do STF chancelou a medida com uma série de recados ao bilionário Elon Musk.
Inicialmente a Starlink havia anunciado que não cumpriria a decisão de Moraes. No entanto, após a efetivação da ordem de bloqueio, a companhia voltou atrás e cumpriu a decisão. Na semana passada, a Agência Nacional de Telecomunicações informou ao Supremo que a empresa 224.458 pontos de acesso via computador ao X. Os usuários da banda larga fixa disponibilizada pela empresa do bilionário Elon Musk conseguiam acessar a rede social mesmo após a decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Ações relacionadas ao X também tramitam no gabinete do Kassio Nunes Marques, que já sinalizou que o tema deve ser discutido no Plenário do STF. Ele é relator de duas ações sobre o tema: uma da OAB, que contesta a multa imposta a quem tentar acessar a plataforma; e outro movida pelo partido Novo tenta restabelecer o funcionamento do X no Brasil sob o argumento de que a suspensão da rede social representa uma "censura prévia" a todos os brasileiros.
Kassio Nunes Marques já sinalizou que o tema deve ser discutido no Plenário do STF. Antes de decidir sobre o caso, o ministro pediu pareceres da Procuradoria-Geral da República e da Advocacia-Geral da União sobre o tema. O procurador-geral da República Paulo Gonet defende a rejeição das ações. Segundo ele, os processos devem ser encerrados sem análise de mérito por questões processuais.
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