Intoxicação por metanol em bebidas adulteradas provoca sintomas graves e mortes. Imagem de Drazen Zigic no Freepik
Nos últimos dias, o estado de São Paulo enfrentou um aumento alarmante de casos de intoxicação por metanol, uma substância química tóxica usada ilegalmente para adulterar bebidas alcoólicas. Até o momento, foram registrados 22 casos suspeitos e confirmados, incluindo cinco mortes. A Prefeitura de São Paulo confirmou a primeira morte em 30 de setembro, e as investigações continuam para rastrear a origem do produto adulterado, que já teve garrafas de vodka falsas apreendidas na capital.
O metanol, também conhecido como álcool metílico, possui propriedades similares ao etanol (álcool comum), porém é muito mais tóxico ao organismo humano. Quando ingerido, o metanol é metabolizado no fígado em compostos que atacam órgãos vitais como fígado, rins, cérebro e o nervo óptico. Seus efeitos podem causar desde confusão e dores abdominais intensas até cegueira irreversível e morte, dependendo da dose consumida.
Os sintomas da intoxicação por metanol costumam surgir entre 6 e 24 horas após o consumo. São eles:
Sintomas iniciais podem ser confundidos com intoxicação alcoólica comum, o que dificulta a detecção precoce. Por isso, a orientação médica é buscar atendimento imediato ao notar qualquer sinal atípico, especialmente problemas visuais.
Além do risco de morte, casos graves podem evoluir para choque, pancreatite, insuficiência renal e comprometimento neurológico com tremores e lentidão dos movimentos. A rápida evolução dos sintomas torna o socorro em até 6 horas essencial para evitar sequelas permanentes.
A maioria das vítimas é jovem adulta, com alguns casos envolvendo consumo em festas ou bares. Bebidas suspeitas como gin, uísque e vodka adulteradas estiveram na origem dos casos. Em Pernambuco, também foram registrados 3 casos suspeitos de intoxicação, com dois óbitos e um paciente que ficou com perda de visão bilateral.
A Secretaria de Saúde de São Paulo e o Ministério da Saúde emitiram alertas e orientações a todos os estados para notificação imediata dos casos suspeitos. Centros de Assistência Toxicológica foram mobilizados para apoiar profissionais de saúde no diagnóstico e tratamento rápido das intoxicações.
Como o metanol não altera cor, cheiro ou sabor da bebida, consumidores e estabelecimentos devem estar atentos e evitar o consumo de bebidas com procedência duvidosa. A população é orientada a buscar atendimento imediato diante de sintomas atípicos após consumo de álcool.
Pacientes suspeitos devem ser avaliados imediatamente com exames laboratoriais e avaliação oftalmológica para monitorar possível dano ao nervo óptico e outros órgãos. Tratamentos específicos podem reduzir danos se iniciados precocemente.
Famílias devem estar alertas para casos em que alguém apresente sintomas neurológicos ou visuais repentinos após consumo de álcool, pois a intoxicação requer atenção urgente. Comunidades e bares também devem colaborar com as autoridades para barrar a circulação de bebidas adulteradas.
As forças de segurança e vigilância sanitária intensificam as ações para identificar e apreender bebidas adulteradas, desarticular as redes de distribuição e responsabilizar os culpados. O trabalho integrado é fundamental para frear a crise de intoxicação por metanol em todo o país.
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