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Roraima, que faz fronteira com Venezuela, diz que monitora impactos de ataque dos EUA

Durante a madrugada, Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram bombardeios na capital Caracas e outras regiões do país vizinho.

Ricardo Lélis

03 de janeiro de 2026 às 15:14   - Atualizado às 15:14

Fronteira entre Brasil e Venezuela.

Fronteira entre Brasil e Venezuela. (Jean Oliveira/Arquivo pessoal)

O governo de Roraima informou, em nota divulgada neste sábado, 3 de janeiro, que "acompanha com atenção os acontecimentos recentes na Venezuela e eventuais repercussões na estabilidade regional, reafirmando o compromisso com a paz, a ordem pública e a segurança da população roraimense". 

De acordo com o texto, em razão da localização geográfica, Roraima mantém historicamente relações de cooperação com os países vizinhos, incluindo Venezuela e Guiana.

"As autoridades estaduais permanecem em permanente contato com os órgãos competentes da União para monitorar possíveis desdobramentos que possam impactar a rotina da população. O governo de Roraima reforça a importância de que questões internacionais sejam conduzidas por meio de mecanismos diplomáticos e do diálogo, evitando qualquer escalada de conflito que comprometa a estabilidade e o bem-estar dos povos da região". 

Durante a madrugada, Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram bombardeios na capital Caracas e outras regiões do país vizinho.

Após a operação, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

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Brasil e Venezuela compartilham uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros de extensão e, segundo o ministro da Defesa, José Múcio, a região "está tranquila, monitorada e aberta". 

Ainda segundo a manifestação do governo de Roraima, órgãos de segurança pública estaduais estariam articulados e mantendo rotinas normais de atuação. 

Pacaraima

Já o prefeito de Pacaraima, Waldery D’avila, município brasileiro que faz fronteira com a Venezuela, manifestou "profunda preocupação com os ataques ocorridos na madrugada de hoje em Caracas" e informou que estava "monitorando a situação e trabalhando em conjunto com as forças de segurança para garantir a estabilidade e a paz na região fronteiriça".

O servidor público federal Jean Oliveira, de 54 anos, que estava na Venezuela na cidade fronteiriça de Santa Elena de Uiarén, afirmou à reportagem que conseguiu sair de lá por uma rota clandestina, porque a fronteira estava fechada no início da manhã.

"Tivemos que passar por uma rota alternativa", relatou.

Segundo ele, após conseguir chegar ao lado brasileiro, autoridades venezuelanas passaram a permitir apenas que brasileiros pudessem sair pela fronteira, mas não cidadãos venezuelanos.

A passagem do Brasil para a Venezuela, por parte do governo vizinho, também seguia fechada. Apesar de alguma apreensão, o servidor contou que a situação na região aparentava uma certa normalidade.

"Eu estava agora pela manhã, mas por lá estava tudo tranquilo. Só os brasileiros que estavam lá no hotel apreensivos com relação à situação. Mas, de forma geral, em relação à população em si não percebemos nenhuma alteração", relatou.

Agência Brasil

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