Unicamp suspende convênio com instituto de tecnologia de Israel e cita genocídio de palestinos Foto: Divulgação / Unicamp
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciou nesta terça-feira, 30 de setembro, a rescisão unilateral do acordo de cooperação acadêmica com o Instituto Tecnológico Technion, de Israel.
“A situação se deteriorou de tal forma que as violações aos direitos humanos e à dignidade da população palestina se transformaram em uma constante inaceitável”, diz o documento que justifica o rompimento.
O reitor da universidade, Paulo Cesar Montagner, disse que a Unicamp já havia se manifestado contra a situação na Faixa de Gaza em duas outras oportunidades e que o rompimento é a reafirmação do “posicionamento contrário ao genocídio da população palestina”.
De acordo com Montagner, a decisão de rompimento segue na mesma linha do posicionamento do governo brasileiro, que condena as ações israelenses na região ,e de outras universidades do mundo que se mostraram contrárias à situação imposta à Faixa de Gaza.
O convênio previa parceria em projetos de pesquisa e intercâmbio de docentes, pesquisadores e alunos de pós-graduação e graduação.
A Embaixada de Israel no Brasil foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou. O espaço segue aberto para manifestações.
De acordo com Montagner, a decisão de rompimento segue na mesma linha do posicionamento do governo brasileiro, que condena as ações israelenses na região ,e de outras universidades do mundo que se mostraram contrárias à situação imposta à Faixa de Gaza.
Em setembro, o Exército de Israel iniciou a etapa mais importante de sua operação militar na Cidade de Gaza, coração urbano da Faixa de Gaza, lar de centenas de milhares de civis. As tropas avançam em direção ao centro da cidade, considerada o principal reduto do grupo armado Hamas, informou um comandante militar.
O comando militar indicou que entre 2 mil e 3 mil combatentes do Hamas estariam presentes na região, o que faz da ofensiva uma ação altamente complexa e arriscada. Em pronunciamento, o porta-voz das Forças Armadas israelenses, Avichay Adraee, informou estar em curso o desmantelamento da infraestrutura terrorista local e advertiu a população sobre os perigos de permanecer na área, classificada como zona de conflito intenso.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ressaltou a importância da operação para derrotar o Hamas e declarou que a ofensiva terrestre principal teve início.
Junto com o movimento das tropas, Israel intensificou ataques aéreos, utilizando mísseis, drones, artilharia pesada e helicópteros para bombardear a cidade. O conflito já resultou na morte de pelo menos 41 pessoas na Faixa de Gaza desde o início da noite anterior, incluindo 37 em ataques concentrados na capital.
Antes da escalada militar, Gaza contava com cerca de 1 milhão de habitantes. Porém, a intensificação dos ataques tem gerado êxodo de boa parte da população para as regiões mais ao sul, ainda mais seguras. Enquanto o Exército israelense afirma que aproximadamente 350 mil civis deixaram a cidade, o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) estima o número em cerca de 142 mil, já que muitos refugiados precisam retornar porque não encontram abrigo suficiente.
O conflito militar é objeto de crescente preocupação internacional. Relatores da ONU e diversas organizações classificam a ofensiva como genocídio, responsabilizando Israel pelas mortes de cerca de 65 mil pessoas desde outubro de 2023, incluindo mais de 19 mil crianças.
A situação humanitária se agrava com o aumento das mortes, deslocamentos forçados e dificuldades no acesso a necessidades básicas, alertam instituições de direitos humanos.
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