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Taxa de desemprego no trimestre de janeiro chega a 6,5%; índice é o menor desde 2014, diz IBGE

O resultado ficou ligeiramente abaixo da mediana das previsões do mercado colhidas pelo Projeções Broadcast, de 6,6%.

Gabriel Alves

27 de fevereiro de 2025 às 10:59   - Atualizado às 11:06

Mulher com carteira de trabalho.

Mulher com carteira de trabalho. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,5% no trimestre encerrado em janeiro de 2025, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira, 27 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É o menor índice para um trimestre encerrado em janeiro desde 2014, quando a taxa também foi de 6,5%.

O resultado ficou ligeiramente abaixo da mediana das previsões do mercado colhidas pelo Projeções Broadcast, de 6,6%. O intervalo de estimativas ia de 6% a 6,7%.

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Um ano antes, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 7,6%. No trimestre encerrado em outubro de 2024, a taxa de desocupação estava em 6,2%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.343 no trimestre encerrado em janeiro de 2025. O resultado representa alta de 3,7% em relação ao mesmo período um ano antes.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 339,5 bilhões no trimestre até janeiro, alta de 6,2% ante o trimestre encerrado em janeiro de 2024.

Seguro-desemprego no Brasil

O Brasil registrou 7,44 milhões de pedidos de seguro-desemprego em 2024, o maior número desde 2016, quando o total foi de 7,56 milhões.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o volume representa um aumento de 4% em relação a 2023, que teve 7,16 milhões de solicitações.

Mesmo superando o período crítico da pandemia de Covid-19, o número reflete a rotatividade no mercado de trabalho.

A princípio, em 2020, no auge da crise sanitária, o país registrou 6,78 milhões de pedidos. Já 2021 e 2022 tiveram 6 milhões e 6,68 milhões de requisições, respectivamente.

Motivos

De acordo com o Ministério do Trabalho, o aumento está diretamente ligado à maior formalização de empregos no Brasil. Com mais trabalhadores com carteira assinada, cresce também o número de pessoas aptas a solicitar o seguro-desemprego.

Além disso, o país alcançou em 2024 a menor taxa de desocupação anual da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. O índice fechou em 6,6%, com 7,4 milhões de brasileiros desempregados — uma redução de 1,1 milhão em relação a 2023, conforme dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

A informalidade, que também impacta as estatísticas de emprego, passou de 39,2% em 2023 para 39% no último ano.

Direito ao seguro-desemprego

O benefício é destinado a trabalhadores dispensados sem justa causa, desde que atendam aos seguintes critérios:

  • Estar desempregado no momento da solicitação;
  • Ter recebido salários de pessoa jurídica ou física equiparada à jurídica, nos seguintes períodos:
    • Pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses anteriores à dispensa, na primeira solicitação;
    • Pelo menos 9 meses nos últimos 12 meses anteriores à dispensa, na segunda solicitação;
    • Em cada um dos 6 meses anteriores à dispensa, nas demais solicitações;
  • Não possuir renda própria para sustento familiar;
  • Não receber benefício de prestação continuada da Previdência Social, exceto pensão por morte ou auxílio-acidente.

Como solicitar?

Por fim, o trabalhador pode fazer o pedido de seguro-desemprego pelos seguintes canais:

  • Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs);
  • Sistema Nacional de Emprego (SINE);
  • Portal Gov.br;
  • Aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

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