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Suzane Von Richthofen presta concurso público para o TJSP

Richthofen é condenada pela morte dos próprios pais e atualmente cumpre a pena no regime aberto.

Fernanda Diniz

10 de setembro de 2024 às 15:48   - Atualizado às 15:49

Suzane Von Richthofen

Suzane Von Richthofen Foto: Arte/Portal de Prefeitura

Suzane Von Richthofen, condenada pela morte dos próprios pais e atualmente cumprindo a pena no regime aberto, prestou concurso público para o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Suzane fez neste domingo, 8 de setembro, a prova para concorrer o cargo de escrevente, que oferece um salário de R$ 6.043.

Em resposta a uma consulta de O Globo, o TJSP esclareceu que, mesmo se Suzane for aprovada, ela poderá não conseguir assumir o cargo caso não apresente um atestado de antecedentes criminais. Dependendo da natureza do crime cometido, a candidata pode ser desclassificada. Contudo, a estudante de direito ainda pode recorrer à Justiça.

Suzane retira sobrenome 

Suzane Louise von Richthofen, condenada pela morte dos pais, agora se chama Suzane Louise Magnani Muniz.

Ela retirou do seu nome o sobrenome dos pais, von Richthofen, e adotou parte do sobrenome da avó materna, Lourdes Magnani Silva Abdalla, além de ter acrescido o sobrenome do marido, o médico Felipe Zechini Muniz.


A alteração foi feita no dia 13 de dezembro de 2023, no registro de união estável do casal, no Cartório de Registro Civil de Angatuba, no interior de São Paulo. O Estadão obteve cópia do registro.

As razões para a mudança do nome não foram declaradas formalmente, já que não é uma exigência legal.

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A lei federal nº 14.382/22 de julho de 2022 permite que qualquer cidadão maior de 18 anos realize a alteração sem a necessidade de processo judicial e independentemente de prazo, motivação, gênero, juízo de valor ou de conveniência, salvo se houver suspeita de vício de vontade, fraude, má-fé ou simulação, segundo o texto legal.

De acordo com a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP), somente no primeiro ano de vigência da lei, 2.639 pessoas fizeram mudanças em seu nome.


No caso de Suzane, ela fez a alteração ao registrar em cartório a união estável com o médico de Bragança Paulista.

A união foi registrada com separação total de bens. Segundo informações de funcionários do cartório, em 2016, quando registrou sua união estável com o empresário Rogério Olberg, ela já havia tentado fazer a mudança, conseguiu apenas acrescentar o sobrenome da linha materna, Magnani, ao seu nome de solteira, sem a retirada do von Richthofen.


Suzane cumpre em liberdade o restante da pena de 39 anos e seis meses de prisão a que foi condenada pela morte dos pais, o casal Manfred e Marísia von Richthofen, assassinados em casa, em outubro de 2002.

O namorado e um irmão dele participaram do crime e também foram condenados.


Ela ficou presa durante 20 anos. Em janeiro do ano passado, com a progressão para o regime aberto, Suzane deixou a Penitenciária Feminina de Tremembé e passou a morar em Angatuba, onde chegou a montar uma loja virtual de acessórios femininos.

No dia 26 de janeiro deste ano, Suzane deu à luz seu primeiro filho, fruto da união com o médico.

O bebê nasceu em Atibaia, no hospital em que o médico trabalha, e foi registrado com o nome do pai e o novo sobrenome da mãe. Na certidão, no entanto, constam os nomes dos avós von Richthofen, como exige a lei.

A reportagem entrou em contato com Suzane e seu marido e ainda aguarda retorno.

Estadão Conteúdo

 

 

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