Cena da minissérie interpretando Ângela Diniz (Marjorie Estiano). Foto: Divulgação/ HBO
A minissérie Ângela Diniz: Assassinada e Condenada estreou nesta quinta-feira, 13 de novembro de 2025, na plataforma de streaming da HBO Max. A produção brasileira revisita o assassinato da socialite mineira Ângela Diniz, ocorrido em 30 de dezembro de 1976 em Búzios (RJ).
A série foi produzida pela parceria entre a HBO e a produtora Conspiração Filmes. A atriz Marjorie Estiano assume o papel de Ângela, enquanto Emílio Dantas interpreta Doca Street (Raul Fernando do Amaral Street), o homem que matou Ângela. Também compõem o elenco Antônio Fagundes, Thiago Lacerda, Camila Márdila e Yara de Novaes.
Ao todo, a minissérie conta com seis episódios. Na estreia serão exibidos dois capítulos, e os demais serão lançados semanalmente, sempre às quintas-feiras, até 11 de dezembro.
A história que a série retrata gira em torno de Ângela Diniz, socialite conhecida por seu estilo de vida independente para os padrões da época, e seu relacionamento conturbado com Doca Street, que acabou em assassinato. O título da série “Assassinada e Condenada” faz referência não apenas à morte da mulher, mas também ao modo como a opinião pública e a mídia retrataram o crime e o julgamento.
Durante o processo judicial que se seguiu à morte de Ângela, o réu Doca Street foi inicialmente absolvido sob o argumento da chamada “legítima defesa da honra”. A tese permitiu que ele deixasse a prisão. Esse veredito provocou forte reação social e ajudou a impulsionar o movimento feminista no Brasil. A série trata esses desdobramentos, mostrando a distorção do relato da vítima e os impactos que o caso teve no debate sobre violência de gênero.
Além de recriar o drama, a produção destaca três fases da vida de Ângela: o casamento, a separação e a liberdade assumida após o divórcio, e o relacionamento que se tornou alvo da tragédia. A direção ficou a cargo de Andrucha Waddington, e o roteiro conta com as assinaturas de Elena Soárez, Pedro Perazzo e Thais Tavares.
O lançamento da minissérie ocorre quase cinquenta anos após o crime, o que reforça a importância da memória e do debate sobre a forma como a sociedade tratou a vítima e o agressor. A produção se propõe a dar voz à narrativa de Ângela Diniz, buscando humanizar a mulher por trás da manchete sensacionalista da época.
Para os assinantes da HBO Max no Brasil, a estreia oferece a oportunidade de revisitar um capítulo significativo da história brasileira, tanto no âmbito social quanto no das mudanças culturais. A série pode também abrir espaço para reflexões sobre os legados ainda ativos do caso no que diz respeito à culpabilização das vítimas e aos direitos das mulheres.
A produção já gera expectativa ao trazer um elenco de peso e abordar um tema de grande repercussão. Ela se insere no gênero de true crime, mas se diferencia por priorizar a reconstrução da vida de Ângela, e não apenas pelo crime em si.
Se você pretende acompanhar a série, vale observar que o lançamento nacional já ocorre hoje e que o ritmo será gradual com dois episódios iniciando a exibição e os demais chegando a cada semana. A ambientação dos anos 1970, o figurino, o retrato da mídia da época e a forma como a mulher era vista naquele contexto histórico também chamam atenção nas primeiras críticas.
Com essa estreia, a HBO Max reforça sua aposta em produções nacionais que dialogam com temas sensíveis e de impacto cultural, ao mesmo tempo em que oferece ao público brasileiro acesso a material de alta produção e reflexão.
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