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Saiba como funcionam as câmeras inteligentes que multam por uso de celular no trânsito

Novos radares com inteligência artificial conseguem identificar o motorista manuseando o aparelho mesmo através do para-brisa.

Beto Dantas

24 de janeiro de 2026 às 12:01   - Atualizado às 12:01

Foto: Reprodução/blog Advantech

O monitoramento das vias urbanas e rodovias brasileiras atingiu um novo patamar tecnológico neste início de 2026. Em primeiro lugar, a implementação de câmeras de altíssima resolução, integradas a softwares de inteligência artificial, permite agora a autuação automática de infrações que antes dependiam do olhar atento de um agente. De fato, o foco principal dessas novas ferramentas é o uso do celular ao volante, uma das maiores causas de acidentes fatais no país.

Como a inteligência artificial detecta a infração

Diferente dos radares tradicionais que focam apenas na velocidade, os novos equipamentos analisam o comportamento dentro da cabine. Além disso, o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Figueira, consultor e mestre em transportes pela USP, explica que o sistema utiliza algoritmos de reconhecimento de padrões para identificar a postura do motorista e o formato do aparelho junto ao rosto ou nas mãos. Nesse sentido, conforme informações do portal G1, as câmeras possuem filtros polarizadores que eliminam o reflexo do sol no para-brisa, garantindo uma imagem nítida do interior do veículo.

O rigor técnico das autuações por vídeo

A precisão do sistema levanta debates sobre a privacidade, mas a legislação garante a validade das imagens para fins de segurança viária. Dessa forma, o especialista em direito de trânsito Julyver Modesto de Araujo, conselheiro do CETRAN-SP, destaca que as autuações feitas por videomonitoramento são válidas desde que a via esteja devidamente sinalizada sobre a presença do equipamento. Segundo Araujo, em entrevista ao portal Poder360, a tecnologia também consegue identificar a falta do uso do cinto de segurança e o transporte irregular de crianças simultaneamente.

O impacto no comportamento do condutor

A expectativa das autoridades é que a presença desses "olhos eletrônicos" force uma mudança imediata na conduta de quem dirige. Contudo, a tecnologia não perdoa o "uso rápido" em semáforos, que também é passível de multa. De acordo com o diretor do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), José Aurélio Ramalho, a distração causada pelo celular equivale a dirigir sob efeito de álcool em termos de tempo de reação. Conforme a revista Exame, o custo médio dessas multas gravíssimas, somado aos pontos na CNH, tem sido um fator inibidor mais eficaz do que as campanhas educativas tradicionais.

O futuro do monitoramento integrado nas cidades

As câmeras inteligentes fazem parte de um ecossistema de "Cidades Inteligentes" que visa reduzir drasticamente a mortalidade no trânsito até 2030. Portanto, o condutor deve estar ciente de que o monitoramento é constante e opera 24 horas por dia, inclusive em condições de baixa visibilidade ou chuva forte. De acordo com o portal Terra, as prefeituras das grandes metrópoles já planejam expandir essa rede para detectar até mesmo o uso de fones de ouvido e o desrespeito às faixas de pedestres de forma totalmente automatizada.

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