A eleição está marcada para o dia 6 de julho e seguem na disputa Edinho Silva, Valter Pomar, Romênio Pereira e Rui Falcão.
25 de maio de 2025 às 22:42 - Atualizado às 23:01
PT rejeita candidatura de trans a presidente nacional da sigla e postulante chama de arbitrariedade Foto: Reprodução/Redes Sociais
A candidatura da turismóloga Dani Nunes ao cargo de presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) foi indeferida na última quarta-feira, 21 de maio, após a retirada de um dos apoios necessários para a formalização.
Transexual, Dani chegou a obter as cinco assinaturas exigidas por membros do Diretório Nacional, conforme prevê o regulamento da eleição do PT, mas uma das assinaturas teria sido retirada posteriormente.
Dani recorreu da decisão, argumentando que o regulamento não prevê essa possibilidade. Em publicação nas redes sociais, ela disse ter sido pega de surpresa.
"Meu chão ruiu. Não esperava que a atitude individual de uma pessoa pudesse comprometer toda uma trajetória de luta, minha e de tantos companheiros e companheiros", disse.
A corrente interna Raízes do PT, à qual Nunes é filiada, classificou o indeferimento como uma “violência política de gênero e raça”. Em nota divulgada na sexta-feira (23), o grupo afirmou que a candidatura foi retirada “de forma arbitrária e injusta”, com base em um gesto “sem respaldo legal”.
"Qual é o medo de uma candidatura construída por pessoas negras, indígenas, LGBTQIA+, periféricas e antirracistas?", indagou a nota.
A direção nacional do PT, por sua vez, afirmou que o indeferimento se deu exclusivamente pelo descumprimento das regras estabelecidas no regulamento do Processo de Eleição Direta (PED) de 2025. A eleição está marcada para o dia 6 de julho. Com a exclusão de Dani Nunes, seguem na disputa Edinho Silva, Valter Pomar, Romênio Pereira e Rui Falcão.
Confira a nota de repúdio
A candidatura de Dani Nunes, mulher negra, trans e periférica, à presidência do PT foi impugnada mesmo após ter sido registrada corretamente e dentro do prazo. No último dia 21/05, a candidata teve seu registro retirado de forma arbitrária e injusta.
A decisão da Comissão Organizadora se baseia na retirada de uma assinatura de validação feita fora do prazo — um gesto sem respaldo legal, que fere o princípio da boa fé, compromete a lisura do processo e reforça uma lógica excludente: após sua impugnação, restaram quatro homens brancos na disputa.
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