20 de março de 2024 às 10:28
Um professor de matemática foi desligado de suas funções em uma escola no Espírito Santo após ter escrito um comentário no quadro da sala de aula sobre um aluno de 16 anos que auxilia sua mãe na venda de água de coco em Vitória. O incidente ocorreu em uma escola estadual na região de São Pedro.
A demissão foi confirmada pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu) nesta segunda-feira, 18 de março. O adolescente frequentou a escola até fevereiro deste ano, mas transferiu-se para outra instituição há três semanas.
Segundo relatos da mãe do jovem nas redes sociais, o professor testemunhou o garoto ajudando a família na venda de água de coco na Praia de Camburi na última quinta-feira (14). No dia seguinte, o educador escreveu o seguinte texto no quadro da sala de aula:
"Será que é melhor ir para o calçadão de Jardim Camburi vender água de coco ou se esforçar um pouco mais nos estudos para ter um emprego melhor".
Amigos do adolescente, presentes na sala, capturaram uma foto do quadro e a encaminharam para a família do jovem.
Ao tomar conhecimento do ocorrido, a mãe decidiu compartilhar um vídeo nas redes sociais, expressando seus sentimentos sobre a situação. O vídeo ganhou grande repercussão.
"Trabalho há três, quatro anos vendendo água de coco. É através da água de coco que eu levo sustento para a minha família, que eu pago as minhas contas e meu aluguel. Infelizmente, hoje eu fui surpreendida juntamente com meu filho. Ele estudou na escola e o professor teve uma fala infeliz. Ele viu meu filho trabalhando juntamente comigo e aí expôs meu filho, colocando no quadro essa reflexão", disse a mulher no Instagram.
A vendedora ambulante relatou que seu filho ficou entristecido ao ver a foto com o recado no quadro. Abaixo está a descrição do que o professor escreveu sobre a mensagem.
"Vou ler (o que o professor escreveu) pra vocês terem a noção do quanto foi desagradável, o quanto que a gente ficou ofendido, o quanto que foi humilhante. Meu filho ficou triste, chateado", continuou a mulher.
A Superintendência Regional de Educação afirmou que está acompanhando o caso e não concorda com a atitude do professor, cujo contrato foi rescindido. A mãe do aluno está sendo apoiada para buscar seus direitos junto às autoridades, através de um Boletim de Ocorrência.
O professor Marcos Lengrub postou em uma rede social uma mensagem defendendo sua ação como uma "breve reflexão" em sala de aula sobre a importância da educação e seu impacto no trabalho durante a adolescência.
Ele enfatizou que todos os jovens têm direito à educação e que sua intenção era conscientizá-los sobre seu papel na transformação da realidade através da educação.
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A ampliação foi publicada nesta segunda-feira, 21 de setembro, no Diário Oficial da União. A regra dos 90 dias havia sido estabelecida pela Portaria Conjunta MPS/INSS nº 14, de 23 de março de 2026.
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Peritos e investigadores foram mobilizados para realizar a chamada "ação inicial", etapa em que há coleta de dados, inspeção dos danos na aeronave e identificação dos fatores que contribuíram para o acidente.
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