Piloto Lurrique Ferrari, de 36 anos, não resiste após colisão em rampa durante o Hot Wheels Epic Show no Beto Carrero World, em Penha (SC), e caso reacende debate sobre riscos em espetáculos radicais.
Piloto Lurrique Ferrari morre em show de manobras no Beto Carrero World. Créditos: Foto montagem/Arquivo pessoal
O domingo que deveria ser de diversão em família no Beto Carrero World terminou em choque e comoção após a morte do piloto Lurrique Ferrari, de 36 anos, durante o Hot Wheels Epic Show, uma das principais atrações do parque em Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina. A apresentação foi interrompida às pressas depois do acidente, assistido por centenas de visitantes nas arquibancadas.
Segundo relatos e vídeos feitos por pessoas no local, Lurrique executava uma sequência de saltos entre duas rampas quando perdeu o controle na transição. Ele vinha logo atrás de outro piloto, que completou a manobra sem dificuldades, mas acabou batendo a cabeça com força na estrutura da segunda rampa antes de cair na pista.
O impacto foi imediato e a cena causou desespero na plateia, que inicialmente acreditou fazer parte do show, até perceber a gravidade. Equipes de socorro do parque prestaram atendimento dentro da arena, enquanto o público era orientado a deixar o espaço.
O acidente aconteceu em um trecho em que os pilotos saltam de uma rampa de lançamento e precisam pousar em outra estrutura elevada, em alta velocidade. Lurrique acelerou e subiu a primeira rampa logo após um colega, mas não conseguiu alinhar corretamente a aterrissagem.
Em vez de pousar sobre a segunda rampa, a moto passou abaixo do ponto ideal e o piloto bateu a cabeça na borda da estrutura metálica, sendo arremessado ao chão na sequência. As imagens que circulam nas redes mostram o momento em que o público reage com gritos enquanto narradores e funcionários interrompem o espetáculo.
O parque informou que o piloto recebeu atendimento imediato da equipe de bombeiros do próprio Beto Carrero World e foi encaminhado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. Ele passou por cirurgia de emergência, mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada no fim da tarde.
Lurrique Ferrari era conhecido no meio das manobras radicais e se apresentava como atleta de wheeling e stunt, modalidades que envolvem saltos, empinadas e truques aéreos. Natural de Adamantina (SP), trabalhava no Beto Carrero há cerca de um ano, em apresentações diárias no Hot Wheels Epic Show.
Nas redes sociais, costumava compartilhar bastidores das apresentações e mensagens demonstrando orgulho por atuar em um dos maiores parques temáticos da América Latina. Amigos e familiares destacam sua paixão pelo motociclismo, conciliada com o trabalho na hamburgueria da família.
Após a confirmação da morte, colegas pilotos, fãs e páginas ligadas ao mundo das manobras prestaram homenagens ao profissional, lembrado como experiente, dedicado e carismático.
Em nota oficial, o Beto Carrero World afirmou ter recebido “com profundo pesar” a notícia da morte do piloto e disse estar prestando suporte à família. O parque reforçou que o atendimento foi imediato e que o piloto foi levado ao hospital de referência da região.
O comunicado também informou que protocolos internos foram acionados para apurar as causas do acidente, em conjunto com autoridades. Em respeito à família e aos colegas, o show de manobras não será realizado nesta segunda-feira (24), ficando suspenso temporariamente.
O parque destacou ainda que Lurrique era admirado pela dedicação e pela paixão com que exercia o trabalho, e que sua ausência deixará uma lacuna entre amigos, colegas e visitantes.
A morte do piloto reacendeu discussões sobre segurança em espetáculos de manobras radicais dentro de parques temáticos. Apresentações como o Hot Wheels Epic Show combinam velocidade, saltos e acrobacias calculadas, que dependem tanto da habilidade dos pilotos quanto de estruturas que minimizem riscos.
Especialistas lembram que, mesmo com protocolos rígidos, são atividades de alto risco, em que qualquer erro mínimo pode resultar em consequências graves. O vídeo que mostra o choque direto da cabeça de Lurrique contra a rampa reforça a sensibilidade dessas manobras.
Parques que oferecem esse tipo de atração costumam manter inspeções frequentes em rampas, motos e equipamentos de proteção, além de treinos constantes. A investigação avaliará se todos os protocolos foram seguidos e se há necessidade de revisão das estruturas ou procedimentos.
Para quem estava nas arquibancadas, o que era entretenimento virou trauma. Muitas pessoas relataram nas redes que crianças ficaram assustadas ao ver o piloto imobilizado na pista, cercado por equipes de emergência.
O próprio parque, referência em fantasia e diversão, enfrenta agora um episódio que expõe o lado mais arriscado das atrações radicais. A forma como o Beto Carrero World conduzirá a investigação e o apoio à família será determinante para recuperar a confiança do público.
Além da suspensão imediata do show, há expectativa de que futuras apresentações passem por revisão, com eventuais ajustes em rampas, manobras e formatos do espetáculo. Também cresce a atenção sobre o acompanhamento psicológico de funcionários e artistas que conviviam diariamente com o piloto.
A morte de Lurrique Ferrari evidencia a dualidade entre fascínio e risco em espetáculos de manobras radicais. De um lado, o público busca adrenalina e cenas cinematográficas; de outro, tragédias como esta lembram que, por trás do show, há vidas expostas ao perigo constante.
O acidente deve servir de alerta para todo o setor de entretenimento que trabalha com esportes de ação. Revisar protocolos, reforçar a segurança e priorizar a integridade de quem se apresenta são passos fundamentais para garantir que o espetáculo nunca custe uma vida.
Enquanto familiares, amigos e fãs se despedem do piloto, o país acompanha com atenção os desdobramentos da investigação e as mudanças que poderão surgir a partir desta tragédia. A história de Lurrique reforça que nenhum salto é apenas espetáculo e que todo artista merece voltar para casa ao fim do show.
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